Participação da comunidade é decisiva para escola
O relatório do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB) aponta que a qualificação do profissional brasileiro e, também paranaense, não seria de baixo nível. Em termos estaduais, somente 8,2% dos professores de 1º e 2º graus (parte deles em vias de aposentadoria ou estudando para se qualificar) estão com qualificação abaixo da exigida, 67% tem a qualificação necessária e 24% são superqualificados. Com isso, o Paraná conseguiria atingir a exigência da Lei de Diretrizes e Bases (LDB), que estabelece que até o ano 2001 todos os professores devam ter concluído o 2º grau e estar cursando a universidade.
Outro dado da pesquisa é sobre a violência nas escolas. Em Curitiba, 67% das escolas sofrem com roubos e depredações. Este índice cai quando é medido no Paraná (53%). Não funcionam as medidas de proteção como grades e guardas porque não diminuem em nada a agressão nas escolas, avalia José Lemos da APP. Ele acredita que a participação da comunidade é que reduz o índice de violência nas escolas. A chave deste problema está na participação da comunidade e não na presença ostensiva de portões e cadeados, comenta.
Da mesma forma, a escola com a gestão e o ensino mais eficientes é aquela que conta com a participação da comunidade. Escolas com gestão mais democrática e participativa tendem a uma menor evasão e repetência escolar.
Esta pesquisa colheu dados da rede estadual de 27 Estados. No Paraná, as informações foram coletadas no início de 1997, em Curitiba e Região Metropolitana, Guarapuava, Cascavel e Londrina. (I.R.)





