Ontem pela manhã, os participantes do Congresso de Zoologia dividiam-se entre os amigos das vítimas, ainda abalados com o acidente da véspera, e jovens que sequer tinham conhecimento do caso.
Visivelmente abaladas, amigas da estudante Nicolle Veiga Sydney, de Curitiba, esperavam por notícias da colega, sentadas em uma cantina do campus. Elas presenciaram o acidente. Nicolle foi atendida no Hospital Universitário com politraumatismo e fratura na bacia. Até ontem à tarde encontrava-se em estado grave, respirando com aparelhos.
''Na hora chamaram os bombeiros, mas parece que eles não acreditaram muito no tamanho do acidente. Quando a primeira ambulância chegou, o rapaz ficou desesperado e chamou ajuda'', descreveu a estudante Nédia Ghisi. Cerca de 20 viaturas atenderam o desabamento incluindo carros de convênios médicos particulares e ambulâncias das cidades vizinhas de Cambé e Ibiporã. A qualidade do atendimento, inclusive, seria avaliada ainda ontem pela Defesa Civil do Estado.
Apesar de tudo, o clima entre os participantes do congresso era tranquilo. ''Tem gente que está chegando hoje (ontem), outros chegaram ontem (anteontem) à noite e foram direto para os alojamentos'', explicou a aluna Silvia Millan.
A maioria das vítimas (12) foi atendida no Hospital Universitário, onde permaneciam na UTI até ontem as estudantes Amanda Lucas Gimeno, 22 anos, com traumatismo craniano grave, Nicolle Veiga Sydney, 20 anos, com politraumatismo e fratura da bacia. Ambas foram submetidas a novas cirurgias ontem. (A.M.)

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