Parte do resgate iria para facção criminosa
O delegado do Grupo Tigre, Riad Farhat, revelou que parte do dinheiro que seria obtido com o pagamento do resgate deveria ser entregue para a facção criminosa PCC. Ele também não descartou que essa organização intensifique suas ações no Paraná, como alternativa para superar a crise financeira que estaria passando. Desde o início do ano, esse foi o sexto sequestro registrado no Estado. Em 2005, foram registrados sete casos.
Segundo a polícia, esse foi o segundo sequestro do ano comandado por Jéferson Sanches no Norte paranaense. Ele estaria por trás do sequestro de uma outra empresária e de uma empregada da vítima em Sertanópolis. A polícia descobriu o cativeiro - no Jardim União da Vitória (Zona Sul) - e libertou as vítimas sem o pagamento do resgate.
Nascido em Ibiporã, Sanches é considerado de alta periculosidade. Ele esteve preso no 4º DP em Londrina em 2000, depois de ser condenado a 22 anos de prisão por um latrocínio - roubo seguido de morte. Ele fugiu foi preso em seguida na Grande São Paulo por roubo. Há um ano e quatro meses ele cumpria pena na penitenciária de Assis. ''De lá, por telefone, ele comandava os sequestros e outros assaltos aqui na região'', destacou o delegado-chefe da 10 SDP, Sérgio Luiz Barroso. (L.A.)





