Parte da área
está em litígio
há trinta anos
Para quem se aproxima pela BR-373 da Reserva Índigena de Mangueirinha, o contraste entre os campos com lavouras pertencentes aos agricultores e a mata nativa da área demarcada, quase parecendo um santuário, é gritante.
No total, são 17.308 hectares divididos em três glebas – A, B e C –, para mais de 2,2 mil indígenas das tribos caingangue e guarani, que vão utilizar apenas 50 alqueires para agricultura mecanizada a partir de agora. Há uma outra pequena área utilizada pelos índios para a produção de alimentos de subsistência em hortas familiares. Das três glebas, a ‘‘B’’ está em litígio.
Para fazer a fiscalização de toda a área, que é alvo de caçadores e pescadores, os índios que fazem o controle de invasões e denunciam caçadores enfrentam uma série de dificuldades.
Segundo o caingangue Valdevino Eufrásio, um dos 14 responsáveis pela preservação da flora e da fauna, durante as fiscalizações geralmente os indígenas enfrentam caçadores armados. ‘‘O que mais os caçadores querem são catetos e veados. Temos o apoio da polícia, mas sempre levamos uma desvantagem muito grande’’, afirma Eufrásio. (L.C.D.J.)

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