Proposta de oito dos nove candidatos a prefeito de Maringá, inclusive dos dois que vão disputar o segundo turno – Dr. Batista (PTB) e José Cláudio (PT) –, o fim dos parquímetros e da Monreal, empresa que faz a cobrança dos tributos municipais, pode não ser uma solução para os moradores da cidade. ‘‘O poder público pode romper o contrato, mas não acho isso vantagem’’, diz o secretário de governo da prefeitura, José Vieira. Ele explica que o parquímetro está garantindo as vagas de estacionamento, ‘‘o que não acontecia com a Zona Verde’’, e que a Monreal reduziu de 42% para 12% a inadimplência de tributos municipais.
Para Vieira o setor de arrecadação do município tem estrutura, mas não pessoal capacitado para fazer a cobrança. ‘‘Também não é verdade que a Monreal cobra indiscrimandamente e toma bens dos devedores’’, garante. Quando ao parquímetro, Vieira lembra que o sistema anterior, com menores fazendo o controle das vagas, não existia o rodízio cobrado pelos comerciantes. ‘‘Agora são 130 pessoas capacitadas, que fazem um trabalho que evita os abusos’’, lembra ele.
O diretor da Monreal, José Carlos Casaroto, explica que a prefeitura só repassa a cobrança depois de 90 dias de atraso. ‘‘Aí começamos a trabalhar com os contribuintes que têm mais condições de pagamento’’, afirma. Segundo Casaroto, o devedor pode pagar da forma que puder. ‘‘Mas é preciso uma negociação’’, lembra. A partir do momento em que a empresa começa a cobrar, a dívida só vai para a Justiça depois de três anos de inadimplência.
Casaroto lembra ainda que a empresa realiza o mesmo serviço em várias cidades de todo o País, e tem passado por várias administrações. ‘‘Inclusive uma onde o prefeito que assumiu encerrou o contrato conosco e em 90 dias nos chamou de volta’’, conta. A Monreal recebe 14,77% do valor que consegue receber. Porcentagem que, segundo o diretor, corresponde ao desconto que o contribuinte deixou de ganhar ao atrasar o pagamento.
O gerente da Tec Park, empresa que administra o parquímetro em Maringá, Denis Cremonese, o sistema mostrou que é viável. ‘‘Hoje sobram vagas nas áreas centrais’’, diz. A empresa controla 1,3 mil vagas com parquímetros e outras 2,2 mil com o equipamento móvel. Segundo Cremonese, qualquer cidade com mais de 100 mil habitantes tem que adotar um controle de estacionamento em áreas comerciais. ‘‘Caso contrário as pessoas deixam o carro o dia inteiro na vaga e espantam o consumidor’’, lembra.
Com o parquímetro, observa ele, os carros de pessoas que trabalham no centro ficam na periferia da área controlada. Cremonese afirma ainda que a Tec Park não é argentina, ao contrário do que os candidatos alegam. Ele lembra ainda que comerciantes das áreas não fiscalizadas, que hoje servem de estacionamento de veículos o dia todo, têm feito apelo para a instalação do sistema.

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