Parquímetro completa um mês em Apucarana
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quarta-feira, 13 de setembro de 2006
Erica Shimamura<br> Reportagem Local 
Apucarana - O novo sistema de controle de vagas de carros instalado em Apucarana (Norte), que completa um mês de funcionamento, sai da etapa educativa. A partir de hoje, os usuários que não acionarem o parquímetro ou utilizarem o sistema de forma incorreta receberão uma notificação, informa a gerente da Lapazza, Vivian Minami, empresa que administra o sistema. A notificação é referente ao valor de um dia de estacionamento e custa R$ 9,00. Em um mês de fase experimental, o sistema de estacionamento, que substituiu as cartelas de papel da Zona Azul, divide opiniões.
Para a dona-de-casa Jane Ramos, o parquímetro está aprovado, pois estão sobrando vagas na hora de estacionar o carro. ''Se você chega e está com pressa, agora encontra um lugar para estacionar. Além disso, o sistema ficou mais rápido. Muita gente antes não parava por aqui pela dificuldade de encontrar vagas'', disse.
O operador de máquinas Anselmo Aparecido Paim da Câmara também é favorável ao parquímetro. ''Melhorou, pois com o parquímetro somos cobrados pelo tempo exato, o que vai ficar mais em conta. Também está mais fácil encontrar vagas e em qualquer horário.''
A comerciante Zelia Bueno aprovou o novo sistema de estacionamento. ''Achei excelente. Nós tínhamos um problema muito sério para encontrar vagas aqui no Centro. A partir das 9h30 era impossível estacionar. Hoje você paga um preço justo e tem tranquilidade de chegar e encontrar um lugar para estacionar'', diz.
Segundo o supervisor de trânsito da Prefeitura de Apucarana, José Luís Alves Miguel, de 20% a 30% das vagas estão ficando livres durante o horário comercial. ''Estamos atendendo a um dos objetivos propostos, que é o aparecimento de vagas na área central durante o dia, aumentando a rotatividade de carros'', diz.
Em um estacionamento localizado no Centro, a implantação do parquímetro resultou no aumento de clientes mensalistas. ''Nesse mês entraram seis mensalistas. Antes tínhamos um total de 11'', diz Katia Maria Pedroso, que gerencia o local.
No entanto, segundo Katia, alguns de seus clientes não são favoráveis ao parquímetro. ''Tem gente que fala que prefere pagar um estacionamento (particular) do que deixar o carro na rua. Eles dizem que não vão ficar correndo atrás de parquímetro, principalmente em dias de chuva.''
Ainda na opinião de Katia, os comerciantes que antes ocupavam vagas, deixando os carros estacionados durante o dia todo, devem ter migrado para outra região ou estão deixando os carros em casa. ''Essas ruas paralelas aqui (fora da abrangência do parquímetro) ficam cheias de carros, o que antes não acontecia. Ou alguém está trazendo e levando a pessoa para deixar o carro em casa'', diz.
Para a comerciante Elza Soni, que trabalha há 30 anos na região, a cidade está mal estruturada e nenhum sistema pode resolver o problema do estacionamento de rua na Região Central. ''Eles podem fazer o que quiser, mas não vão solucionar o problema. Vai continuar a reclamação e a exploração. Já utilizei o parquímetro, mas para trabalhar peço para alguém me trazer de carro e depois eu volto a pé para casa'', reclama. ''De meus clientes eu sinto contrariedade. O povo não sabe usar o sistema e perde tempo tentando.''
De acordo com o supervisor de trânsito, pelo antigo sistema, não havia controle e os motoristas deixavam o carro durante o dia todo nas vagas da Zona Azul. ''Comerciantes da região tinham o hábito de ocupar as vagas por um período muito extenso em áreas disputadas, o que é previsto como irregularidade. Em função do novo sistema, esse tipo de irregularidade não está mais acontecendo. Existe mais seriedade e consciência do usuário, pois serão multados, futuramente'', disse.
Em um balanço realizado na semana passada pela empresa que administra o parquímetro, até agora foram contabilizadas cerca de 800 vagas ocupadas pelo novo sistema, o que significa uma média de 80% de adesão ao sistema.


