Sem uma fiscalização ambiental eficiente, que faz moradores de praticamente todas as regiões da cidade reclamarem de odores desagradáveis (um frigorífico também funciona na área central), fuligem e de poluição de mananciais, a Prefeitura de Arapongas tenta melhorar a perspectiva de avanço na qualidade de vida no município com a instalação de parques públicos – hoje a cidade não dispõe de nenhuma área do gênero – para proteger fundos de vale.
A área urbana de Arapongas divide duas bacias – a do Pirapó e a do Bandeirante – e possui 13 nascentes que cortam a cidade – a maioria degradada. ‘‘Estas áreas são responsáveis pela ocupação fragmentada do perímetro urbano. Os parques, além de pontos de lazer para a população, têm a função de integrar bairros e preencher os vazios urbanos’’, analisa Osmar Artur Rizzotti, secretário de Desenvolvimento e Meio Ambiente.
O primeiro a ficar pronto deve ser o Parque dos Pássaros, uma área de cerca de 10 hectares, onde funcionava o antigo matadouro e a garagem municipal. Depois de um período de abandono, onde foi usado como depósito de lixo e abrigo de desocupados, o fundo de vale começou a ser revitalizado há quatro meses. Dentro dos limites do parque – nascente do Rio Campinho –, será instalada uma unidade do programa Usina do Conhecimento e abrigará pista de cooper, ciclovia, playground e dois lagos artificiais. A obra deve estar pronta em meados de julho.
No segundo semestre do próximo ano também deve ser entregue outro parque, entre o Jardim Centauro e o Jardim Império. Nos mesmos moldes do Parque dos Pássaros, porém com uma área superior (12 hectares), o novo ponto de lazer irá recuperar a nascente do rio Tabapuã. (L.F.M.)

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