Parques mal conservados colocam crianças em risco
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segunda-feira, 20 de maio de 2013
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Balanços quebrados, pontes suspensas com correntes ou com tábuas danificadas, peças soltas das gangorras e coberturas arrancadas. Os parques infantis implantados na administração passada estão mal conservados e colocam as crianças em risco. Os brinquedos foram instalados no Jardim São Jorge, Conjunto Lindóia, Jardim União da Vitória, Lerroville, Jardim Perobal, Jardim Paraíso, Jardim São Francisco e Conjunto Jamile Dequech, com o objetivo de fornecer uma alternativa de lazer para as crianças. Porém, em pelo menos dois bairros os que se vê são brinquedos danificados.
No parque localizado na esquina das ruas Cidadania e dos Construtores, no Jardim União da Vitória (zona sul), o cenário é de abandono total. Poucas crianças se arriscam nos brinquedos. O pedreiro João Batista Rodrigues foi ao local com o filho Riquelme, de 10 anos e lamentou a situação. "Quem quebra são pessoas da própria comunidade. As pessoas deveriam aprender a respeitar mais o patrimônio do bairro, pois é para o benefício deles mesmos", ressaltou. O filho brincava, mas apontava os defeitos que o parque infantil apresentava, como correntes arrebentadas e madeiras soltas. "É perigoso", ressaltou.
Outro garoto, Kesley, também de 10 anos, afirmou que há poucas opções de diversão no bairro e que acaba brincando na rua ou na Escola Municipal Zumbi dos Palmares. Outra opção para os moradores do bairro é a Praça da Juventude, mas fica 2 km distante do local. "Aqui no parquinho não vem mais ninguém. Antes enchia de crianças, mas agora que os brinquedos quebraram, ninguém quer mais vir para cá", relatou.
Mateus, de 14 anos, relatou que antes todos se encontravam na área de lazer para brincar e que agora as crianças ficam mais nas ruas. "É mais perigoso por causa dos carros", relatou.
Na Rua José Mauro Orceli, no Conjunto Jamile Dequech, atrás da Paróquia São Judas Tadeu, também na zona sul, o estado dos brinquedos é semelhante, mas as crianças continuam fazendo uso do espaço. A dona de casa Maria Divina Paulina estava no local com o João Paulino e com o neto Gustavo Henrique Paulino, de 7 anos. "Mesmo estragado as crianças usam porque é a única opção de diversão que eles possuem no bairro", ressaltou. Gustavo destacou que sempre vai ao espaço, mas sempre acompanhada pelos avós, para que possa brincar com segurança. "Não tem como ele vir sozinho. Eu fico preocupada. Os brinquedos ficaram assim há quatro meses, mas desde então ninguém consertou", reclamou.
A dona de casa Adalgisa Helena Pires também reclamou, já que a sua neta de 3 anos frequenta a praça. "Se tivessem instalado a academia ao ar livre antes, talvez o local estivesse mais conservado, porque os usuários da academia poderiam monitorar o uso do parquinho. Eu sinto dó ao ver esses brinquedos estragados e as crianças usando desse jeito mesmo", expôs.
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização afirmou que não é responsável pela manutenção dos brinquedos, mas a pasta iria verificar a situação desses espaços. A Secretaria de Obras foi procurada, mas até o fechamento da edição não se manifestou se a responsabilidade era dela ou não. A Fundação de Esportes de Londrina também foi procurada, mas os diretores estavam em reunião e não puderam atender a reportagem.


