Parques infantis estão abandonados
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quarta-feira, 18 de março de 2009
Fernanda Borges<BR>Reportagem Local 
Levar as crianças para um parque ou uma praça pública com brinquedos pode não ser mais uma opção tão segura. Locais de lazer que até alguns anos atrás eram frequentados por famílias inteiras, principalmente nos fins de semana, estão abandonados e são alvo de vandalismo.
A reportagem da FOLHA visitou seis espaços: os parques localizados na Rua Quintino Bocaiúva (Centro), na Avenida Tiradentes (Área Central); no Lago Igapó IV (Zona Oeste), do Zerão (Centro), da praça da Vila Recreio (Área Central) e no Lago Norte (Zona Norte). Em todos as áreas, a falta de conservação é visível.
Fundado em 1979, o Parque Infantil Rogério Costa, na Quintino Bocaiúva, se transformou num ponto de encontro de andarilhos. No domingo à tarde, a reportagem não encontrou nenhuma criança brincando no local, mas se deparou com pelo menos cinco andarilhos. Uma equipe da Polícia Militar fazia patrulhamento no local. Já na praça da Avenida Tiradentes, onde são poucos os equipamentos - escorregadores quebrados e enferrujados -, o lixo toma conta do espaço. Moradores da região afirmam que o local ''está totalmente abandonado'' e que durante a noite usuários de drogas se reúnem por lá.
No parque do Lago IV, a FOLHA conversou com o motoboy Rodrigo Aparecido da Silva. Morador do Jardim Presidente, ele se recorda que frequentava o parque quando era criança. Mas hoje lamenta por não poder brincar com o filho Leonardo, de seis anos, no espaço, onde existem poucos brinquedos enferrujados. ''Antigamente tinha escorregador, balanço. Agora só tem esses tubos, onde não deixo o meu filho entrar porque deve estar cheio de bicho. O negócio é aproveitar só a área verde e deixar ele correr'', reclamou.
O Zerão, na Área Central, virou ponto de encontro inclusive de moradores da Zona Norte, que reclamam do parque infantil do Lago Norte. Abandonado e com os brinquedos escondidos pelo mato alto, o parque estava vazio na tarde de domingo. A família do designer gráfico Welington Zanello, que reside no Jardim Planalto, deixou o bairro para ir até o Zerão. Mas ele também não ficou satisfeito com o que encontraram lá. ''Esses balanços estão com as correntes arrebentadas. Se o parque da Zona Norte estivesse conservado, a gente ficava por lá, mas aqui também não está muito bom. Acho que deveria sempre ter alguém para cuidar desses lugares'', disse.
Na Vila Recreio, o casal Laudicéia Sutil e Mário de Souza segurava o filho Garbiel, dois anos, com muito cuidado enquanto ele se divertia no balanço feito de pneu. ''Tem uns parafusos enferrujados e a gente fica com medo que ele se machuque. É lamentável que um lugar como esse, onde brincava quando era criança, esteja assim'', criticou Souza.


