No Parque São Lourenço, as obras para limpeza e dragagem do lago e recuperação das ciclovias e pistas para caminhada estão paradas. Segundo a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, que responde pelas áreas verdes da cidade, não há previsão de quando o parque estará novamente ‘em forma’. No início do próximo ano, deve ser aberta uma licitação para as obras de dragagem do lago.
Os frequentadores se queixam que o lago, totalmente assoreado, exala mau cheiro. A água está suja e com uma camada gelatinosa de lodo na superfície. Segundo a Secretaria do Meio Ambiente, só estão sendo feitas obras de conservação básica, como corte de grama e recuperação da cancha de futebol. As outras obras só vão entrar no cronograma de 1999.
A Bacia do Belém - rio que corta o parque e forma seu lago - ocupa uma área de 92 quilômetros quadrados, praticamente 25% da área da cidade. Boa parte do rio passa pelo centro e seu entorno está praticamente tomado por moradores. É essa proximidade com as casas que faz com que o rio seja depósito de lixo. Com o fluxo prejudicado, o Belém costuma transbordar quando chove muito.
A segunda fase do programa de limpeza do Belém vai estender o trabalho a seus afluentes: Água Verde, Juvevê e Ivo. Para ajudar a prevenir as enchentes, a prefeitura firmou um convênio com a PUC-PR. Cálculos matemáticos ajudam a visualizar as áreas passíveis de alagamento e o impacto que uma obra teria sobre o rio.
‘‘Esse trabalho nos permite antecipar ações em caso de cheia e avaliar obras como o alargamento do leito, a dragagem ou o revestimento do fundo com concreto’’, diz o diretor de Programa e Saneamento, Celso Westphalen Sobrinho.

mockup