Parque promete tolerância zero
Parque promete tolerância zero
A partir de janeiro, a direção do Parque Nacional do Iguaçu vai adotar medidas para educar os turistas que visitam a reserva. Um dos objetivo é impedir que eles alimentem os quatis que vivem na área das Cataratas. Será uma espécie de tolerância zero, promete o diretor do parque, Julio Gonchorosky. No ano passado, 800 mil pessoas visitaram o local.
O endurecimento com as faltas praticadas pelos turistas vai coincidir com a entrega de parte das obras previstas no Plano de Revitalização do parque, que pretende aumentar o número de visitantes e o tempo de permanência deles na reserva. Com 185 mil hectares, o Parque do Iguaçu é a mais rentável entre as 140 unidades administradas pelo Ibama. No ano passado, faturou R$ 4,2 milhões.
Para impedir que os turistas alimentem os animais, serão instaladas placas de orientação em três idiomas (português, inglês e espanhol) e reforçada a fiscalização com guardas do Ibama e da Polícia Florestal. Também serão instaladas lixeiras com tampas, para impedir que os quatis entrem nelas para comer restos de alimentos. Essas medidas haviam sido sugeridas há mais de um ano pelos pesquisadores do projeto.
Outro benefício do Plano de Revitalização será a redução do número de mortes de quatis por atropelamento. O plano vai retirar os veículos particulares de circulação da reserva, instituindo um sistema único de transporte, ainda em estudo. Uma média de dez quatis morrem atropelados todos os anos nos 13,7 quilômetros da BR-469 que cortam a reserva. (V.D.)





