O parque de diversões montado na 26 Exposição Feira Agropecuária e Industrial de Guarapuava (Expogua) foi interditado pela Promotoria de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente na terça-feira. Funcionando há quatro dias, o parque foi fechado porque não tinha alvará de licença da prefeitura ou laudos técnicos do Corpo de Bombeiros e do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura que atestassem a segurança dos brinquedos.
De acordo com o promotor Humberto Puccineli, comissários da Vara da Infância e da Juventude vistoriaram o parque depois de saber que os proprietários não haviam solicitado o alvará à Vara, antes da instalação. Durante uma fiscalização, descobriu-se que os brinquedos funcionavam sem o laudo técnico do Corpo de Bombeiros e do Crea. ''Pelo que soubemos, o parque também oferece diversão eletrônica o que exige a emissão de outro tipo de laudo e nada disso existia'', comenta o promotor. Segundo o que a promotoria apurou, a vistoria dos bombeiros teria sido feita ainda na noite de terça-feira, depois da interdição. ''Sem isso, não há como garantir a segurança dos brinquedos', acrescentou Puccineli.
A Sociedade Rural de Guarapuava, organizadora da exposição, garantia estar com toda a documentação pronta ainda ontem, aguardando somente a nova vistoria dos comissários de menores e do parecer do Ministério Público. A intenção era de que o parque voltasse a funcionar à noite. Devido a interdição, os organizadores resolveram estender até ontem a determinação de entrada franca ao parque, que vigorou na segunda e na terça-feira, dias de menor movimento. ''O prejuízo será de R$ 18 mil, no mínimo, mas não podemos penalizar os visitantes'', afirmou o gerente-executivo da Sociedade Rural, Flavicir José Ribeiro. O movimento esperado para ontem era de 6 mil pessoas.

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