O prefeito Nedson Micheleti (PT) assinou ontem, no Dia Mundial do Meio Ambiente, o decreto de utilidade pública de uma área de 30 hectares entre o final da estrada do Limoeiro (zona leste de Londrina) à foz do Rio Três Bocas, que vai abrigar o Parque Municipal do Rio Tibagi. Na ocasião, Nedson também sancionou a lei municipal 9.074, que institui o Programa de Apoio a Projetos Ambientais (Papa), financiado com recursos do Fundo Municipal do Meio Ambiente.
A área tem como destaque diversas ilhotas e uma ampla ilha que lembra o desenho do Brasil. Elas podem ser alcançadas até mesmo a pé, já que as águas do Rio Tibagi ficam rasas sobre o trecho. Representantes do município estiveram reunidos na terça e quarta-feira com os dois proprietários das terras locais. Segundo Dirceu Fumagalli, secretário municipal do Meio Ambiente, as negociações para a desapropriação dos 30 hectares estão transcorrendo bem. ''Os proprietários se mostraram abertos, e bastante interessados nos benefícios que o parque pode trazer através de empreeendimentos rurais'', frisou.
O local ainda precisará ter sua mata recuperada, já que a área serve hoje como pasto de gado e plantio. O secretário disse que a intenção é concluir todo o processo burocrático e os projetos do parque ainda neste ano. ''É um lugar especial, já que será a oportunidade da população conhecer os trechos em que o Rio Tibagi encontra Londrina, e de onde vem a água que consome'', afirmou. Fumagalli disse ainda não poder estimar os custos de desapropriação e implantação do parque.
De acordo com a lei 9.074, que institui o Papa, o incentivo municipal será dado a projetos ambientais, independentes, não-comerciais e sem fins lucrativos. Segundo Dirceu Fumagalli, o Papa começa a contemplar projetos a partir de alguns meses. ''Primeiro, deverão ser elaboradas as diretrizes do programa, deverá ser formada uma comissão de análise de projetos, e ser criada toda a estrutura para que a iniciativa possa funcionar'', ressaltou o secretário.
As áreas ambientais a serem beneficiadas pelo programa serão definidas pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente. Para selecionar os projetos ambientais, a Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) vai divulgar calendário de inscrição e avaliação da propostas, assim como os valores disponíveis para o segmento.
''Ele vai funcionar nos moldes do que já ocorre em áreas como as de cultura e esporte'', frisou o prefeito. ''Não conheço algo semelhante, e espero que Londrina seja modelo para o país''. Nedson disse, durante a assinatura da lei, que espera a participação da população numa perspectiva de educação ambiental. Para isso, será executado o georeferenciamento dos rios de Londrina: todos os rios da cidade serão mapeados, dentro de uma perspectiva geográfica. ''Cada escola, empresa e residência terá como referência um rio'', comentou.
Inicialmente, a solenidade aconteceria no local onde o parque será implantado, mas a chuva obrigou a transferência para o gabinete. Participaram da cerimônia o deputado estadual André Vargas (PT), o representante do Conselho Municipal do Meio Ambiente, Rudolf Hulsmeyer; o chefe regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Nei Paulo; a chefe regional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Neuza Emídio; os proprietários de duas áreas nas quais o parque será implantado, Alceu Minozzo e Orency Garcia de Moraes; vereadores e cerca de 30 alunos da Escola Municipal Aristides Souza Mello (jardim Califórnia, região leste).

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