Curitiba O Paraná está tentando fazer sua lição de casa no que diz respeito à ampliação de áreas protegidas para conservação da biodiversidade, um dos pontos de maior discussão da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) da Organização das Nações Unidas (ONU). O Parque Estadual Pico do Marumbi, na Serra do Mar, que abriga o bioma mais ameaçado do planeta, a Mata Atlântica, terá sua área aumentada em quase quatro vezes, passando dos atuais 2,3 mil hectares para 8,8 mil hectares.
A ampliação da área do parque foi referendada, esta semana, durante consulta pública realizada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), em Morretes, no Litoral do Estado. Até o final do ano, 1,2 mil hectares da área da antiga fábrica de papel São Marcos já deverá estar incorporada ao parque. A avaliação da área será feita pela Procuradoria Geral do Estado (PGE).
O diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do IAP, João Batista Campos, afirmou que está entre as políticas da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos a ampliação de áreas de preservação e a melhoria da qualidade no gerenciamento desses parques para maior efetividade na conservação. No caso do Parque do Marumbi, além de ser um bioma já extremamente comprometido, vivem nele espécies em extinção como a anta, jacutinga e a jaguatirica.
A desapropriação dos outros 5,3 mil hectares, em uma segunda etapa, será feita em conjunto entre IAP e o Instituto de Terras Cartografia e Geociências (ITCG) órgão também vinculado à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e envolverá além de Morretes, os municípios de Quatro Barras e Piraquara.
Campos acredita que, em princípio, não haverá resistência por parte dos donos de terras na desapropriação das áreas. A maioria deles, informou o diretor, estava presente à consulta pública e não foi contrária à ampliação do parque.
Na próxima semana, o IAP realizará outras duas consultas públicas: uma para a criação do Parque Estadual do Vale do Codó, na região de Jaguariaíva (118 km ao norte de Ponta Grossa); e outra para a ampliação do Parque Estadual do Cerrado, também na região dos Campos Gerais, que hoje tem pouco mais de 420 hectares.

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