O Parque Nacional do Iguaçu, com seus 175 mil hectares, é o grande ‘‘filão’’ de recursos do ICMS Ecológico para vários municípios. Segundo a engenheira florestal Mariese Muchailh, coordenadora do programa no Oeste do Estado, 84,3 mil hectares do parque estão em Céu Azul, o mais beneficiado com os recursos. Dos cerca de R$ 270 mil de ICMS recebidos mensalmente pela prefeitura, R$ 140 mil são dos royalties. Em agosto do ano passado, quando a arrecadação própria da prefeitura foi pouco superior a R$ 400 mil, o repasse do ICMS Ecológico foi de R$ 160 mil.
O Parque do Iguaçu é a maior reserva florestal sub-tropical do mundo, com 225 mil hectares em terras brasileiras e argentinas. A parte brasileira se distribui entre a BR-277, o Rio Gonçalves Dias (afluente do Iguaçu) - que separa a floresta de cinco municípios - e o Rio Iguaçu, na fronteira com a Argentina. Entre as espécies preservadas estão a araucária, arara-cinza-azulada, jacaré-de-papo-amarelo, grandes gaviões como o pega-macaco - que levanta vôo com macacos presos em suas garras -, o jaguar e a onça-preta.
A Coordenadoria das Associações Comerciais e Industriais do Oeste do Paraná, que têm presidências específicas para a agropecuária, quer apoio oficial para um projeto que defina áreas de plantio onde seja proibido o uso de veneno agrícola. ‘‘O parque é um patrimônio do qual todos compartilhamos’’, diz o presidente, Walmor Lemainski, de Cascavel. (P.P.)

mockup