O Parque do Iguaçu argentino, na fronteira com o Paraná, onde estão as Cataratas do Iguaçu, permaneceu fechado ontem para a operação de captura de um puma que, no domingo, matou um menino de um ano e oito meses. Ontem, funcionários do parque mataram um puma fêmea e agora procuram o macho que atacou o garoto.
Uma equipe de técnicos da Secretaria de Recursos Naturais e Desenvolvimento Sustentado - órgão que administra os parques nacionais argentinos - chegaria de Buenos Aires no final da tarde de ontem para definir a estratégia de captura do animal e a reabertura do parque aos turistas.
Depois do acidente, o Parque do Iguaçu brasileiro, que também abriga pumas - um dos maiores felinos brasileiros, também conhecido como suçuarana -, não alterou o seu funcionamento. Segundo a direção, o número de visitantes até aumentou desde segunda-feira, porque os turistas que visitariam as Cataratas pelo lado argentino estão procurando o parque brasileiro.
A direção informou também que acredita não haver risco de ataque do animal no lado brasileiro porque a área de visitação é restrita e o parque é fechado às 18 horas. O puma é um animal de hábitos noturnos.
Ignacio Zacheo, filho de um guarda florestal, foi atacado por volta das 18h15 de domingo, enquanto brincava com outras crianças, nos fundos da casa onde morava, perto das trilhas de acesso aos saltos. Ao atacar o menino, o animal carregou-o para dentro da mata. O corpo só foi encontrado uma hora depois.
Biólogos estranharam o comportamento do puma. Segundo eles, não há registro de ataque a humanos no Paraná e na província argentina de Misiones. O parque ocupa áreas desses dois territórios. ‘‘O puma geralmente vive em mata fechada e se alimenta de animais de porte médio como capivaras, porcos-do-mato e quatis’’, explicou a bióloga Carmen Herkenhoff, do setor de Fauna do Ibama em Curitiba.

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