As obras de recuperação do Parque Arthur Thomas, localizado na Zona Sul de Londrina, começaram há 15 dias e a previsão da secretaria municipal do Ambiente (Sema) é que a reabertura ao público aconteça somente em setembro. O parque passou por três interdições nos últimos 16 meses em função dos estragos decorrentes das fortes chuvas que atingiram a cidade. A primeira delas aconteceu em fevereiro de 2011, a segunda em outubro do ano passado e a terceira aconteceu em junho deste ano.
Na primeira etapa, a Sanepar realizou melhorias nas calçadas, muretas e elevação dos tampões dos poços de visita, totalizando R$ 10 mil em obras. A gerente regional da Sanepar, Mara Kalinowski, afirmou que os serviços foram pequenos em relação ao que foi realizado em outubro do ano passado, quando um grande volume de terra foi retirado do entorno da tubulação que existe no local. ''Desta vez foi como se fosse uma rua com pequenos estragos'', descreveu.
Ontem começaram os trabalhos da Sema, que ficará responsável pela recomposição dos passeios das calçadas, das guias e das sarjetas. Segundo o secretário da Sema, Gilmar Domingues Pereira, cerca de 500 metros quadrados de passeios e pavimentos foram destruídos em junho com a força da água da chuva, que fez com que o lago do parque transbordasse e passasse por cima da barragem.
Questionado sobre o motivo de tanta destruição em intervalos tão curtos, Pereira destacou que o assoreamento do lago e a mudança do regime de chuvas na cidade são os principais fatores detectados pela secretaria. Ele afirmou que mesmo após a reabertura em setembro alguns pontos permanecerão fechados para a visitação. ''O mirante que existia e estava fixado em uma rocha foi destruído e duas das quatro trilhas ainda precisarão ser recompostas quando o parque for reaberto'', apontou.
Pereira afirmou que em setembro os visitantes poderão visitar apenas o lago, duas trilhas e a antiga usina hidrelétrica. O trecho onde fica a cascata permanecerá interditado. ''Hoje o lago do parque possui apenas vertedouros, mas já há estudos de implantação de comportas na barragem. Também devem ser implantadas barreiras estruturais de concreto para evitar que as águas acabem resultando em erosões nos pavimentos'', explicou.
Pereira argumentou que uma solução definitiva para o problema só acontecerá quando forem aprovadas as verbas do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que ajudará a implantar o novo plano diretor de drenagem urbana.

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