Parque da Ilha Grande terá plano de manejo e documentário
Depois de pouco mais de um ano de fundação, o Parque Nacional Ilha Grande, localizado numa área de 78.875 hectares na divisa entre Paraná e Mato Grosso do Sul, está ganhando seu primeiro documentário. Com 13 minutos de duração, o material traz imagens e informações sobre o ecossistema da região e o trabalho que vem sendo executado no local. Atualmente, a direção do parque vem desenvolvendo um plano de manejo que prevê a abertura para pesquisa, uso público e a recuperação de pontos degradados.
Com a experiência de 15 anos atuando em áreas de conservação ambiental, Maude Nancy Joslin Motta, diretora do Parque Nacional Ilha Grande, diz que a partir de janeiro do ano que vem a direção vai promover uma exposição que inclui o vídeo, mapas e fotos do parque. Os eventos acontecem em instituições privadas e públicas, como universidades e bibliotecas.
Mauro FrassonMaude Motta, a diretora: ecossistema complexo registrado em vídeoO trabalho terá o objetivo de divulgar as belezas do parque, que possui cerca de 300 ilhas e abriga três espécies de cervos e outras três de onças hoje ameaçadas de extinção. Além disso, possui 400 espécies de aves, que correspondem à metade das que vivem no Paraná. É um ecossistema complexo que integra ilhas, várzeas, planícies de inundação e manchas remanescentes de Floresta Semi-decidual, que existe só na região Noroeste, e que já foi quase toda devastada, explica a diretora.
A história de preservação do Parque Ilha Grande teve início em 1993, quando os municípios de Altonia, São Jorge do Patrocínio, Vila Alta e Icaraíma, que estão localizados na região, organizaram áreas de proteção ambiental para poderem usufruir do ICMS Ecológico, que garante mais recursos para as prefeituras que possuem áreas de preservação. Um ano depois, a idéia foi reforçada com a criação do Consórcio Intermunicipal para Conservação do Remanescente do Rio Paraná e Áreas de Influência. Em 1997, Guaíra se uniu ao grupo, no ano em que a União criou o parque.
O Ilha Grande é administrado através de uma gestão ambiental compartilhada, que reúne o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e os municípios, que serve de modelo para o País. Maude Motta explica que atualmente a discussão sobre o parque está em torno da implantação do plano de manejo que prevê cinco programas.
O primeiro é o de conhecimento, para a pesquisa e monitoramento científico. O segundo é o uso público, que pretende criar áreas de recreação e para educação ambiental. Outro item é o interação com o entorno, que também inclui a conscientização dos visitantes e alternativas para desenvolvimento sustentável. Já o programa de manejo de meio ambiente pretende recuperar as áreas degradadas, enquanto o de operacionalização atenderá o setor de infra-estrutura e regularização fundiária, importante para as 100 pessoas que vivem na área do parque.





