Parque acaba com excesso de capivaras
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quarta-feira, 01 de fevereiro de 2006
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
As cenas comuns de capivaras pastando ou então se refrescando no lago estão mais raras no Parque Arthur Thomas (Zona Sul de Londrina). Por causa da superpopulação e para manter sob controle a infestação de carrapatos, 11 exemplares dos maiores mamíferos roedores do planeta foram retirados do espaço e realojados em uma fazenda da região. Solucionado o problema da capivara, a direção do Parque trabalha agora para reduzir o excedente de quatis e macacos.
O trabalho de remoção foi solicitado pela Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) e autorizado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A gerente regional do orgão ambiental federal, Neusa Maria Emídio, informou que foram retirados do parque quatro animais adultos e mais sete filhotes nos dias 20 e 27 de janeiro. As capivaras foram levadas para uma fazenda da região ''onde existe uma grande represa, uma extensa área de mata preservada e o proprietário é bastante consciente''.
O Arthur Thomas, no entanto, não ficará sem exemplares de capivaras. Segundo o responsável da Sema pelos parques municipais, Sidney Antônio Bertho, o espaço continua contando com quatro animais adultos e mais dois filhotes. ''Esses vão permanecer no parque porque estão dentro de nossa capacidade de carga'', afirmou Bertho. Ele apontou que o procedimento de remoção foi adotado porque os animais se reproduziram além da capacidade física do parque.
Com relação à infestação de carrapatos no Arthur Thomas, que vinha causando preocupação há algum tempo, Bertho garantiu que o problema foi contornado. De acordo com ele, a aplicação de carrapaticida nos animais continua mas a operação realizada no final do ano passado deu resultado. Por causa disso, a Sema estuda aplicar o veneno contra o carrapato no gramado mensalmente e não mais a cada 15 dias como vem ocorrendo. Conforme o diretor dos parques municipais, as capivaras habitam a área do parque uma das últimas reservas de mata atlântica na região com mais de 85 hectares muito antes de o local ter sido aberto para a visitação pública, em 1987.
Mas como o parque está localizado em área densamente povoada e a seis quilômetros do centro, a direção do Arthur Thomas segue um rigoroso plano de manejo. Por isso, embora tenha resolvido o problema da capivara, já existe a preocupação com a população excessiva de quatis e macacos. De acordo com Bertho, o número de quatis já teria superado a capacidade do parque em pelo menos 50 exemplares. Com relação aos macacos, seriam pelo menos 40 exemplares a mais do que a capacidade.


