Londrina

César AugustoDesperdícioMódulo construído pelos moradores e depois depredado: abaixo-assinado vai reivindicar obra para a regiãoMoradores dos conjuntos Parigot de Souza 1, 2 e 3 (zona norte) começaram a colher ontem assinaturas pedindo a construção de um módulo policial na região. Antiga reivindicação da população, o módulo começou a ser erguido com recursos dos moradores, em 1995, mas foi embargada no ano seguinte pela Prefeitura por falta de projeto. O abaixo-assinado será enviado aos deputados estaduais.
O presidente da Associação dos Pais e Mestres da escola municipal Moacir Camargo Martins, Cláudio Luiz dos Santos, explica que em 1995 os moradores fizeram vários protestos em função da falta de segurança nos bairros. Na época, era grande a onda de assaltos. O policiamento foi intensificado, mas, segundo ele, a solução definitiva é um módulo policial.
Os moradores conseguiram material de construção e começaram a erguer a obra em um terreno da Associação dos Moradores, na esquina das ruas Aurélio Buarque de Holanda e Jubelino Barbosa Cabral. Mas não providenciaram o projeto da obra. ‘‘Sabíamos que estávamos errados, mas pensamos que, com o tempo, daria para regularizar a situação’’, revela.
Segundo Cláudio Santos, a construção foi embargada pela Prefeitura em agosto do ano passado. ‘‘Já tínhamos erguido 1,5 metro das paredes’’, lamenta. No início deste ano, a situação foi regularidada, através de um projeto executado por um engenheiro do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul). ‘‘Mas, durante este tempo, o módulo foi sendo depredado’’, observa Santos.
Para tentar sensibilizar as autoridades para a necessidade do módulo, Cláudio Santos diz que foram enviados documentos ao governador Jaime Lerner e ao secretário Estadual de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira. ‘‘Na semana passada fui para Curitiba e entreguei cópias destes documentos para todos os deputados estaduais.’’
Para reforçar o pedido, Cláudio Santos diz que enviará cópias dos abaixo-assinados que pretende colher até segunda-feira. Ele revela não ter uma expectativa do número de assinaturas que conseguirá. O presidente da APM afirma que a construção de um módulo não é cara. ‘‘Queremos entregar a obra pronta para a Polícia Militar.’’ Além de assaltos, Cláudio Santos afirma que outro problema comum no bairro é o tráfico de drogas.
O responsável pelo comando do 5º Batalhão da Polícia Militar, major Ademir Costa, afirma que o módulo é o melhor sistema de policiamento que existe, mas ressalta a necessidade de um efetivo grande para ele funcionar adequadamente. Segundo major Costa, para um módulo funcionar 24 horas por dia, seria preciso um grupo de 30 soldados. Cada turno funcionaria com dois PMs com motos, dois em uma viatura e um no módulo.
Na opinião de major Costa, junto com o pedido de um módulo, os moradores deveriam solicitar o aumento do efetivo para Londrina. ‘‘O módulo é uma excelente forma de trabalho, mas, se não tivermos soldados suficientes, não adianta. O módulo vai ficar abandonado.’’
Segundo ele, a população do Parigot de Souza faz parte da subárea 3, que é bastante extensa e abrange, além de bairros da zona norte, alguns da zona oeste. ‘‘Na medida do possível estamos atendendo os moradores’’, diz o major.

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