Ontem era dia de visitas na Delegacia de Arapongas. Familiares dos detentos reclamavam da demora na abertura dos portões e se mostravam apreensivos com as constantes tentativas de fuga no local. ''A gente fica muito preocupada, não sabe se teve briga, se nossos parentes se feriram. Vim ver meu neto, ele não fugiu'', afirmou a lavradora aposentada Maria Davjok, 74 anos.
Outra que aguardava para visitar um parente era a soldadora Claudinéia Marceli, 29 anos. Ela criticou a superlotação e a insegurança na delegacia. ''A segurança tinha que ser mais rígida, entra muita coisa aí, inclusive drogas. Alguém tem que tomar uma providência'', reivindicou. O delegado Valdir Abrahão disse que está investigando como a serra usada para abrir um buraco na porta da carceragem chegou às mãos dos presos.
Familiares comentaram também sobre as constantes reclamações dos presos sobre a qualidade e quantidade de comida. ''Não tem higiene, não tem alimentação adequada, cortaram o pão e o leite'', disse a soldadora. Abrahão refutou as informações. Ele informou que o pão e o leite eram fornecidos, solidariamente, pela prefeitura. ''Da nossa parte, desafio qualquer carceragem da região a oferecer um tratamento tão bom como o nosso. Os presos têm banho de sol todos os dias e visitas de um dia inteiro. Mas quanto mais benefício você dá, mais eles exigem'', asseverou.

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