A tragédia de Osmar Filismino da Silva, 23 anos, e Roseane Cristina da Silva, 19 anos, teria começado pelo ciúme doentio que um sentia do outro. O irmão de Roseane, Anderson Rosa, 16 anos, revelou à Folha que uma mulher teria o costume de ligar para a residência do casal, dizendo que namorava Osmar.
O ciúme mútuo entre Osmar e Roseane foi confirmado pelos familiares e amigos do casal. Eles também enfatizaram o comportamento violento de Osmar. Segundo diversos amigos do casal, Osmar sempre andava armado e tinha o costume de usar sua pistola 6.35, dando tiros para o ar. Sua sogra, Maria Aparecida Barbosa, em novembro do ano passado o denunciou na Delegacia da Mulher por ter agredido Roseane.
O casal morava com a sogra e na época se mudou para a rua Macau, 54, onde ocorreu o crime. Roseane teria dito à vizinha Madalena Socorro Pires que a intenção da mudança era diminuir a tensão entre sua familia e a do marido - e com isso evitar uma tragédia. Antes de se mudar, Osmar teria ameaçado Maria Aparecida por tê-lo denunciado na polícia.
O irmão de caçula de Roseane, Anderson Rosa, 16 anos, retrata a vida tumultuada do casal: ‘‘Os dois casaram muito novos (Osmar com 20 anos e Roseane com 16) e morriam de ciúmes um do outro. O Osmar batia na minha irmã. Mas eu o ouvi dizer que amava Roseane e a mataria junto com filhos, se ela quisesse se separar.’’ O irmão de Roseane revelou que ela também era ciumenta e sempre discutia quando Osmar chegava mais tarde do trabalho.
Osmar, no entanto, foi elogiado pelo seu patrão, Antônio Fernando Cândido, com quem trabalhava como assador de carnes em uma churrascaria em Londrina.
Na segunda-feira ele estava de folga na churrascaria e tirou o dia para pagar contas. Ele passou pela churrascaria e pegou dinheiro com o patrão. No final da tarde, Roseane teria ligado diversas vezes para a churrascaria, perguntando por Osmar.

mockup