Parentes disputam guarda de menino
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sexta-feira, 24 de julho de 1998
Osmani Costa 
Arquivo pessoalRubens Mendes de Queiroz, pai de Yuri, é acusado de matar a companheira e está com prisão preventiva decretadaAs avós materna e paterna de Yuri Duarte - filho de Luciana Duarte Filho, assassinada a tiros no dia 17 pelo companheiro Rubens Mendes de Queiroz - iniciaram nesta semana uma disputa judicial pela guarda do menino de um ano e três meses. Os pedidos de guarda serão analisados a partir de segunda-feira pela promotora da Vara da Infância e da Juventude de Londrina, Édina Maria Silva de Paula, que prevê um trâmite demorado até o julgamento final do processo.
Desde segunda-feira, Yuri está na casa da avó paterna Estér Mendes Queiroz, que é viúva, e do tio Joilson Queiroz, que é solteiro e funcionário público estadual. A avó materna Dora da Silva ainda está abalada com o assassinato da filha Luciana e acusa Joilson de ter raptado Yuri, na casa dos padrinhos dele Maria e Nilson Rodrigues.
Segundo Dora, na segunda-feira Yuri havia ficado, juntamente com a tia materna Ana Paula, de 14 anos, na casa dos padrinhos, para que ela pudesse prestar depoimento no inquérito que investiga o assassinato de Luciana Duarte. Joilson e uma irmã dele - Neusa, que é prostituta e doente - foram lá e enganaram a Maria, dizendo que levariam as crianças - Yuri e Ana Paula - para passear, comer um chocolate e logo as trariam de volta. Só que eles raptaram as crianças e não voltaram mais até hoje, disse a avó materna.
A madrinha do menino, Maria Rodrigues, confirma esta versão e diz que ficou desesperada quando anoiteceu e os tios não trouxeram Yuri de volta. Eu nunca tinha visto o Joilson. A Ana Paula é quem o conhecia e foi com ele sem opor resistência, até porque ele prometeu devolvê-los aqui rapidamente. Mas ele só voltou na quinta-feira, para buscar as roupas do menino que haviam ficado aqui, conta a madrinha.
O menino Yuri
Arquivo pessoalJoilton Queiroz
nega ter raptado
criança e diz que
avó tem desviosJoilson Queiroz rebate a acusação e diz que a avó materna não tem condições de ficar com Yuri. Não tem nada de rapto. Eu apenas busquei o meu sobrinho, dentro dos direitos que a lei me garante, porque quero o melhor para ele. Eu e minha mãe estamos pleiteando a guarda e temos condições de dar o melhor para o futuro do menino, afirma.
De acordo com ele, Dora da Silva apresenta desvios psicológicos que a impossibilitam de criar Yuri. Respeito a dor da mãe da Luciana, de quem minha família também gostava muito. Meu irmão Rubens praticou um ato injustificável. Mas o Yuri não pode sofrer as consequências disto tudo. Durante o processo judicial será provado que a avó materna não tem condições de ficar com o menino, e que o melhor para ele é ser criado pela minha mãe e por mim, diz Joilson Queiroz.
Rubens Mendes de Queiroz, que é acusado de um outro assassinato em 1996, está com prisão preventiva decretada e encontra-se foragido.


