Dorico da SilvaVerba reduzidaO engenheiro Arruda Campos, do Decom (à esq.): ‘Podemos gastar cerca de R$ 50 mil em cada Distrito’‘‘Não há parede que segure 60 detentos. Elas foram feitas para conter 24 presos’’, comenta o engenheiro do escritório local do Decom (Departamento Estadual de Construção, Obras e Manutenção), Olavo Roberto Arruda Campos. As obras nos quatro distritos policiais que possuem carceragem estão sendo feitas pelo Governo do Estado, que destinou um total de R$ 200 mil para isso. ‘‘Podemos gastar cerca de R$ 50 mil em cada distrito.’’
O 5º DP (zona norte) foi o primeiro a passar por uma reforma geral. Além do reforço das celas e ampliação dos muros externos, foram recuperados as redes elétrica, hidráulica e o sistema de ventilação. As obras foram concluídos há menos de um mês. ‘‘Vamos ter que gastar uns R$ 10 mil lá. A maioria dos trabalhos a serem refeitos é de serralheria’’, informa Arruda.
As obras no 3º DP (zona oeste) devem estar concluídas ainda este mês, diz Arruda Campos. Ele afirma que foi possível adiantar os trabalhos com o esvaziamento do distrito. ‘‘A previsão era para 90 dias em cada distrito. É possível fazer tudo em 60 dias’’, comenta o engenheiro do Decom.

Dorico da SilvaO investigador Marques: alarmeNo 2º DP (zona leste) e 4º DP (zona sul) estão sendo feitas obras externas, como elevação do muro, colocação de alambrados e pintura da parte administrativa. A revisão hidráulica e elétrica nas celas, diz Arruda Campos, só será possível após a remoção dos detentos.
Os 4º e 5º distritos têm capacidade para abrigar 24 detentos cada um. O 2º e o 3º, 32 presos cada. ‘‘O problema é que todos estão com uma população que é mais que o dobro e mais 10% . Se formos colocar o material necessário para conter esse número de presos, dá para construir uma cadeia’’.
O juiz da Vara de Execuções Penais e Corregedoria de Presídios, Roberto do Valle, afirmou ontem que não adianta reformar as celas dos distritos se for mantida a superpopulação. ‘‘Podem reformar que eles quebram tudo de novo’’.
Valle disse que já fez todo o possível para resolver o problema dos DPs. ‘‘Infelizmente não temos mais o que fazer. Transferir para outros locais não dá mais.’’ O juiz destaca que a remoção dos líderes do motim ocorrido no domingo foi possível ‘‘graças à boa vontade da direção da Penitenciária Estadual de Londrina’’. No entanto, ele observa que a transferência foi temporária. ‘‘Em 30 dias eles vão voltar para o DP.’’
(Luka Morais)

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