‘‘Parecia uma praça de guerra’’
Albari RosaEm busca de suspeitos, os policiais cercaram o Passe io PúblicoAs pessoas que estavam ontem na Praça 19 de Dezembro, em Curitiba, estavam com muito medo. Os comerciantes instalados no local desabafavam sobre a fraca da segurança na cidade e sobre a coragem dos marginais. Entretanto, ao descobrirem que as perguntas eram para uma reportagem, a maioria preferiu não se identificar. Alguns justificaram o medo lembrando que até hoje nenhum dos bandidos que tentaram assaltar o posto do Banestado na sede da prefeitura, foi preso. ‘‘Eles continuam por aí e a gente tem que voltar para casa’’. A manicure Maria Aparecida Ribeiro, que trabalha no Shopping Mueller, não se cansava de repetir que tinha ouvido mais de 20 tiros na praça. Para Maria Aparecida, o pior de tudo foi ver o pânico no rosto das pessoas e sentir a sensação de impotência ao ver as armas na mão dos policiais e dos criminosos. ‘‘Qualquer bala perdida podia me matar, foi horrível.’’
O proprietário da loja de armas Pau de Fogo, que pediu para ser chamado apenas de Hilário, disse que em 15 anos instalado no mesmo ponto nunca viu nada igual. ‘‘Parecia uma praça de guerra, pois as pessoas se assustavam com os tiros e tentavam sair com os carros em disparada. Muitos acabaram batendo’’. Hilário disse que mesmo com muitas armas dentro da loja não pensou em sacar uma para se defender, porque a correria era muito grande. ‘‘Achei melhor entrar para o fundo da loja e esperar o tiroteio acabar.’’

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