Os operários que estavam trabalhando na chaminé de vapor contam que a experiência do acidente foi uma visão do inferno. Equipados com máscaras, luvas, botas e óculos, eles trabalhavam montando um andaime, a cerca de dez metros de altura, quando ouviram uma sirene de alerta. Pensando que não fosse nada de mais sério, continuaram trabalhando até que sentiram uma ducha de água fervendo nas costas.
Ismail Inhana e José Raimundo Nascimento ainda tiveram forças para correr. Já Daniel Ribeiro caiu e foi atingido pela maior quantidade de água fervendo. ‘‘Estava deitado no meio de tubos dos andaimes tentando levantar e não conseguia, porque estava liso’’.
Daniel, o mais atingido pelas queimaduras, contou que só não perdeu as forças porque estava com frio. ‘‘Sentia a água esquentar as costas mas eu não me queimei por causa da capa’’, explicou. Daniel disse que seus movimentos ficaram ainda mais difíceis porque ao ser atingido pela água, caiu e deslocou o ombro, não podendo mexer o braço. ‘‘Foi um filme de terror’’.
Ismail foi medicado no hospital, com queimaduras nas mãos, e foi liberado para ir para casa. José Raimundo está internado na ala de queimados com quiemaduras de 2º grau no braço, costas e pernas. Daniel foi o mais atingido, tendo queimado as mãos as costas e as pernas. (G.V.)

mockup