Lucilia Okamura
A Câmara de Vereadores de Londrina discutiu ontem, durante duas horas, parecer da procuradoria-jurídica que propõe abertura do processo de cassação do vereador Adalberto Pereira (PFL). A exemplo do dia 27 de maio, quando o mesmo assunto foi discutido em plenário, não se chegou a conclusão nenhuma: o parecer não foi votado porque encerrou-se a sessão.
O parecer do procurador-jurídicado Antônio Vianna foi feito com base no trabalho de uma comissão de sindicância que apurou irregularidades nos procedimentos administrativos de compra de equipamentos de informática. A compra aconteceu no ano passado, quando Pereira ocupava a presidência da Câmara.
Ontem, durante a sessão, Pereira disse que iria deixar os colegas à vontade para votar pela aprovação ou arquivamento do parecer. Ele foi defendido por alguns vereadores, entre eles Elza Correia (sem partido). Por volta das 20 horas, quando os vereadores ainda discutiam o assunto, a sessão foi encerrada. O parecer deve ser votado na sessão de amanhã à tarde.
O clima na Câmara continua tenso entre os dois grupos de vereadores - de oposição e de apoio ao prefeito Antonio Belinati (sem partido). Os oito vereadores de oposição insistem na exoneração imediata do procurador-jurídico, acusado de emitir parecer equivocados, mas o presidente da Casa, Renato Araújo avisou que não irá ceder a chantagens. Ontem, os vereadores Antenor Ribeiro (da situação) e Célio Guergoletto (oposição) chegaram a discutir e Araújo chegou a suspender os trabalhos por 15 minutos para acalmar os ânimos.
O grupo de oposição adotou ontem a mesma postura tomada na sessão da semana passada: votar contra projetos de lei do Executivo ou dos vereadores que apóiam o prefeito para pressionar Araújo a afastar o procurador-jurídico. Uma matéria do Executivo foi rejeitada porque necessitava de quórum qualificado (14 votos). Por precaução, o grupo de apoio pediu a retirada de pauta de outras matérias.

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