A votação do parecer da Comissão Processante (CP) que analisa a possibilidade de cassação do mandato do vereador Jaci Aguiar (PDT) provocou polêmica, discussões, suspensões da sessão e até ‘‘bate-boca’’, chegando próximo da agressão física, no plenário da Câmara de Londrina. Até o fechamento desta edição, às 21h50, os vereadores continuavam a sessão, mas ainda não haviam iniciado a discussão sobre o parecer da CP.
Jaci Aguiar foi denunciado por falta de decoro parlamentar por suposto envolvimento no caso que ficou conhecido como ‘‘Escândalo do Leite’’. Em abril do ano passado, Osmar Buzinhani e Alfredo de Carvalho, diretores da Cooperativa Cativa, denunciaram Fredemax Mota, assessor de Jaci Aguiar, Aristeu Neves Rodrigues, assessor de Alvair de Souza (PL) e José Rojas Gavilan, assessor de Beto Scaff (PSDB) por tentativa de extorsão. Os assessores teriam exigido R$ 80 mil para não divulgar laudos que reprovavam as marcas de leite por contaminação. A análise do produto foi feita com base em requerimento de Aguiar.
Considerando a defesa apresentada por Aguiar na semana passada, a CP entendeu, por unanimidade, que deveria prosseguir com a denúncia. A disputa entre os grupos políticos da Câmara começou com a apresentação do requerimento pedindo regime de urgência na votação.
César AugustoRebateVereadora Elza Correia: ‘‘O senhor não é professor de Deus’’, retrucouÉ o instrumento processual - o parecer contratado pela Casa do advogado Adyr Sebastião Ferreira - determina, na alínea ‘‘K’’, que se o parecer for pelo arquivamento da denúncia, o plenário poderá opinar contrariamente. Mas, de acordo com a alínea seguinte, ‘‘dando parecer pelo prosseguimento, abrir-se-a a fase instrutória’’.
Durante a sessão, que começou às 14 horas, houve três suspensão dos trabalhos para que se discutisse a estratégia de atuação de cada grupo político. Ao retornar da terceira suspensão, a vereadora Elza Correia (sem partido) e o procurador jurídico da Câmara, Antônio Carlos Vianna, protagonizaram áspera discussão.
Mesmo impedido de atuar no caso, o procurador acompanhou toda a sessão e disse que a vereadora havia proposto que se rasgasse o parecer da Comissão Processante. Elza negou, incisivamente, e disse que sofre perseguição sem sentido: ‘‘O senhor não é professor de Deus’’. Vianna retrucou, exigindo que ela o respeitasse e se colocasse no seu lugar. A discussão foi em altos brados. O vereador Roberto Kanashiro (PSDB) colocou-se, estrategicamente, entre a vereadora e o procurador.César AugustoBateProcurador jurídico Vianna: ‘‘A senhora me respeite e coloque-se no seu lugar’’Áureo Nogueira

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