Os representantes de cursos de Direito de universidades e faculdades de Londrina indicaram o parecer vinculativo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para abertura de novos cursos como uma das alternativas para melhorar a qualidade do ensino e reduzir os índices de reprovação no exame da Ordem. À Comissão de Ensino Jurídico da OAB é autorizada apenas e emissão de parecer opinativo nos pedidos de abertura.
Eles salientaram que a função das instituições de ensino superior é formar bacharéis em Direito, que poderão seguir diversos ramos na carreira jurídica. Já o exame da OAB cobra uma formação mais técnica. ''É difícil para uma instituição de ensino superior servir a dois senhores. Se fosse para estabelecer poder de veto, teria que haver uma comissão com membros da OAB, Ministério Público, Magistratura. Todas são profissões com origem no curso de Direito'', argumentou Adilson Vieira de Araújo, da Faculdade Metropolitana.
De acordo com o presidente da subseção da OAB em Londrina, José Carlos da Rocha, a entidade tem pressionado o Ministério da Educação (MEC) para adotar o parecer vinculativo ''desde sempre.'' Como o atual ministro da Educação, Tarso Genro, é advogado, os profissionais acreditam que exista um canal de negociação mais amplo para obter a adoção da mudança no tipo de parecer da Ordem.
O presidente da OAB no Paraná, Manoel Antonio de Oliveira Franco, também defende a instituição do parecer vinculativo. No entanto, ele destacou que a proposta é alvo de pressão política. ''O Conselho Federal da OAB tem constantemente pedido ao Ministério da Educação o parecer vinculativo, mas é em vão. Sabemos que o MEC é um órgão político o e o lobby das faculdades é grande. Hoje a preocupação é ganhar dinheiro e não ensinar'', critica.
Por outro lado, Franco é contra a nacionalização do exame. ''Existem culturas muito diferentes em todo o Brasil. Em alguns lugares o ensino é mais fraco. O que podemos fazer é um exame regionalizado'', sugeriu. Ele reconheceu ainda que o exame possui falhas, mas que ''vão ser corrigidas.'' ''Um dos erros é a prova prática, que é muito longa. Mas nós não somos injustos, insensíveis. Verificamos que pode haver falhas e vamos dar uma resposta para isso daqui 30, 60 dias'', garante. (F.R.F. e Andréa Bordinhão)

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