Parecer da Comurb autoriza atuação da Radar em Londrina
Parecer da Comurb autoriza atuação da Radar em Londrina Arquivo FolhaCONCORRÊNCIAPolêmica no transporte coletivo londrinense: empresa de Cambé quer entrar no mercado oferecendo vários serviços alternativos Lino Ramos De Londrina O presidente da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), Celso Costa, disse ontem que a assessoria jurídica da companhia não vê impedimento para que a Viação Radar, de Cambé (13 km a oeste de Londrina), passe a operar na cidade com um sistema de transporte coletivo alternativo. Costa se reuniu ontem com sua assessoria para analisar o parecer, solicitado pelo procurador da Radar, Jeferson Marques da Silva, que reivindica o direito de trabalhar em Londrina transportando passageiros em vans, kombis, ônibus comuns e executivos. Costa disse que na próxima semana vai entregar o parecer ao empresário mas adiantou à Folha que a assessoria jurídica da Comurb não vê impedimento para a reivindicação, que dependeria de uma autorização do executivo. De acordo com Celso Costa, a Comurb vai orientar Jeferson Marques da Silva a iniciar uma negociação com o município. Não vemos impedimento mas há necessidade de regulamentação amparada num decreto nesse sentido. Caso haja um acordo entre a Radar e a prefeitura, a Comurb teria a função de criar uma regulamentação específica, assim como deverá ocorrer com o serviço de mototáxi. Celso Costa disse ainda que o decreto considera o transporte coletivo em Londrina altamente satisfatório mas haveria demandas em nichos. Hoje temos conhecimento de nichos localizados onde não haveria rentabilidade, afirmou. Informado pela Folha, o procurador da Radar se mostrou satisfeito e disse que vai analisar o parecer. Mas quem gerencia o transporte coletivo é a Comurb e não o prefeito, comentou. Na quinta-feira Jeferson da Silva ameaçou entrar na Justiça para obter da Comurb o parecer sobre o sistema de transporte coletivo de Londrina, solicitado em fevereiro. Silva se propõe a oferecer um transporte alternativo com ônibus a R$ 0,50, vans e kombis a R$ 1,00 e ônibus executivo a R$ 2,00. Vereador pelo PPB em Cambé, (13 km de Londrina), o empresário afirma que as empresas Transportes Coletivos Grande Londrina e Francovig operam de forma irregular em Londrina. Segundo ele, a Francovig entrou no sistema por um decreto emitido pela prefeitura no início de 97 mas essa decisão teria validade apenas por 180 dias. O procurador da Radar diz ainda que a Francovig deve mais de R$ 300 mil à Comurb referente a taxa de gerenciamento do transporte coletivo. Em relação à Grande Londrina, Silva entende que a empresa não poderia ter seu contrato prorrogado porque isso já ocorreu uma vez. Ela está irregular desde 97, quando deveria ter ocorrido uma licitação. O presidente da Comurb disse que a dívida da Francovig está em negociação. O diretor da Francovig, Francisco Francovig, preferiu não polemizar mas adiantou que a empresa possui um valor acima de R$ 300 mil para receber do município, pela integração nas linhas distritais. O gerente-geral da Grande Londrina, Gildalmo de Mendonça, também não quis se manifestar.





