''Parece que estão esperando alguém importante morrer no local para tomarem uma providência'', desabafa o analista de sistemas e professor Marco Hisatomi, morador da casa localizada no cruzamento das ruas Guararapes e Paranaguá, Área Central. Quando comprou a imóvel, em 2003, Hisatomi reformou a fachada e transferiu a entrada para a Rua Paranaguá, justamente para tentar evitar os acidentes. Os quatro pilares, colocados na esquina perigosa, já estavam ali quando Hisatomi comprou a casa.
O muro inteiro também é reforçado com uma estrutura de ferro, o que permite que ele não seja derrubado tão facilmente. Apesar dos sustos, o analista não pensa em mudar de residência. ''Tenho uma preocupação muito grande em relação aos pedestres que passam por ali, já que os carros chegam a invadir a calçada. Alguém pode tentar atravessar a rua e sofrer um acidente, por exemplo.''
Embora na esquina das ruas Uruguai e Colômbia, na Vila Brasil, haja um semáforo há mais de dois anos, foi preciso que o proprietário da casa de esquina colocasse pilares de concreto. O objetivo é tentar impedir que os carros avancem o limite da rua e invadam o imóvel.
A aposentada Nélida Del Carmen Lofrano, 85 anos, há 18 reside em um imóvel localizado na esquina das ruas Uruguai e Bolívia, também na Vila Brasil. Em 2008, o muro da casa dela foi derrubado duas vezes em cinco dias. No local foi instalado um semáforo, mas ela garante que os acidentes continua. ''O sinaleiro só diminuiu um pouco as ocorrências, mas pelo menos meu muro não foi mais atingido'', desabafou. (J.L.)

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