'Parece pinheirinho de Natal', admira morador
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segunda-feira, 17 de julho de 2000
Paulo Pegoraro De Cascavel 
Geou forte ontem na maioria dos municípios do Oeste paranaense, repetindo-se o que havia acontecido na quinta e na sexta-feira da semana passada, depois de fraca formação de neve na quarta-feira. Em Cascavel, os termômetros registraram 3 graus negativos.
Na zona urbana, foi possível observar espessa camada de gelo sobre floreiras e árvores até às 10 horas, como no quintal da residência de Deonila Cazarotto, 63 anos, no bairro Parque São Paulo (região central). É feio o que aconteceu em termos de destruição, mas é bonito de ver, disse Deonila.
No bairro Jardim Primavera (zona leste), o morador Paulo Prestes, 32 anos, estava desolado com flores cobertas de gelo. Parece pinheirinho de Natal cheio de algodãozinho. O que não se acabou na semana passada foi dizimado agora. Ao sair para o trabalho, ele tentou lavar o pára-brisa do carro, coberto de gelo, usando a mangueira do jardim, mas a água não jorrou: estava congelada.
Na zona rural, pastagens e lavouras em fase suscetível como a frutificação foram praticamente dizimadas. Os maiores prejuízos são no trigo, milho safrinha e hortifrutigranjeiros, cujos preços já subiram. Na região de Jesuítas (108 quilômetros ao norte de Cascavel), os maiores prejuízos ocorrem nos cafezais, que vinham reconquistando espaço. Aproximadamente 5,5 mil hectares foram atingidos, com perdas que devem chegar a 100%.
Maringá e Apucarana A Estação Climatológica da Universidade Estadual de Maringá (UEM) registrou ontem 6,6 graus negativos, na relva. Em local com abrigo, a mínima foi de 0,5 graus. Até as 9 horas, era possível ver a fina camada de gelo sobre a grama nas regiões mais baixas.
As geadas ocorridas nos últimos dois dias praticamente arrasaram com as plantações de café em Apucarana (868 metros de altitude). Técnicos da Emater e do núcleo regional da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), estimam que 98% das lavouras foram atingidas. (Participaram Lucinéia Parra, de Maringá, e Maurício Borges, de Apucarana)


