Ansiosos com o resultado de um ano de trabalho, os idosos aguardam para o próximo mês a publicação do livro de poesias. Cada um contribuiu com três ou quatro textos para o material.
Único homem em meio a nove mulheres, Osiel Marcelino não vê a hora de chegar o dia dos encontros quinzenais. ''É uma satisfação, parece até que somos uma família. Me sinto bem'', confessa o aposentado, que descobriu, aos 69 anos, o talento para rimar. ''Colegas de bairro já ouviram os versos que eu faço e até pediram para que eu escrevesse para eles.''
Maria José Farias de Souza, 67, lembra que no primeiro exercício de poesia do curso, Liz Clara pediu que eles elaborassem um verso usando o próprio nome. ''Meus filhos acharam o máximo.'' Já Maria Delazir Grosso Quineli, 61, viu no curso uma oportunidade para driblar a timidez. ''Hoje ainda sinto vergonha, mas aprendi a enfrentar o medo.''
Para Nídia Aparecida Pimenta, 64, aprender a escrever poesias foi uma porta que se abriu em sua vida. ''Outras vão se abrir e vou continuar seguindo.'' Para Denir Fabrão Paes, 68, a maneira de ver o mundo mudou com as aulas. ''Estou mais aberta para ouvir e falar.''(M.G.)

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