Foz do Iguaçu - O monitoramento eletrônico de trânsito estréia hoje em Foz do Iguaçu com a tarefa de reduzir os acidentes nas princiais vias do município. Os pardais, como os aparelhos são conhecidos, devem arrecadar R$ 10 milhões em multas num período 30 meses, conforme prevê contrato assinado entre a prefeitura e a empresa que venceu a concorrência pública para operar o equipamento.
As cláusulas contratuais significam que a empresa precisa arrecadar em torno de R$ 333 mil por mês para chegar ao montante a longo prazo. Ou gerar 2.160 multas por excesso de velocidade até 50% do limite estabelecido. O valor de cada infração, cuja modalidade é considerada a mais comum de ser flagrada pelos pardais, custa ao bolso do contribuinte R$ 127,00.
O Consórcio Iguaçu, formado pelas empresas Fiscal Tecnologia e Representações Comerciais e pela Datapron - Equipamentos Serviços de Informática Industrial Ltda, terá que dividir o dinheiro arrecadado com o município e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran). A empresa é responsável pela implantação, operação e manutenção dos aparelhos. -
Foz do Iguaçu terá 14 pardais. As primeiras vias com o ‘‘fiscal eletrônico’’ são as avenidas Paraná, JK, Costa e Silva e José Maria de Brito. Os locais têm placas alertando os motoristas sobre o monitoramento eletrônico que determina limite de 60 quilômetros por hora (km/h). Os trechos são considerados críticos pelo grande fluxo de veículos e onde motoristas costumam exceder na velocidade.
Ontem, o diretor do Foztrans, Rui Golin, afirmou, via assessoria, que a expectativa é reduzir em pelo menos 60% os acidentes de trânsito - no ano passado 18 pessoas morreram nas ruas de Foz. Pelo menos 90% dos acidentes ocorrem por excesso de velocidade.

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