Parcerias com o poder público
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terça-feira, 26 de julho de 2011
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 
Ruas esburacadas, falta de segurança, creches sem vagas, praças sujas. Os problemas da comunidade são inúmeros e nem sempre a velocidade com que o poder público age é de acordo com a necessidade da população. Por esse e outros motivos, está se tornando comum a comunidade arregaçar as mangas e tentar resolver esses problemas ou procurar parcerias com o poder público.
No Parque das Indústrias Leves, Zona Leste, os empresários criaram a Associação das Empresas (Aepil) e propuseram uma parceria com a prefeitura para refazer o asfalto do bairro. ''Dos cerca de 100 empresários da região, 35 aceitaram participar. Procuramos o prefeito e nos dispusemos a pagar pela mão de obra do recapeamento. Em contrapartida, a prefeitura cedeu o material. Cada empresário colaborou com valores entre R$ 2,8 mil e R$ 5,5 mil de acordo com o tamanho da empresa e agora temos condições novamente de trafegar'', explica o presidente da Aepil, Ari Sudan.
O empresário conta que depois que refizeram o asfalto, muitos passaram a se preocupar mais com as calçadas e a limpeza do bairro. ''Abandono leva a mais abandono, queríamos romper com isso. Agora queremos melhorar outras coisas, como os pontos de ônibus, instalar câmeras de vigilância, melhorar a sinalização do bairro'', enumera.
Ele reconhece que alguns empresários se negaram a participar justificando que as obras seriam de responsabilidade do poder público, pois já pagam impostos. ''É nossa responsabilidade acompanhar o que é feito na política e impedir desvios de dinheiro, mas somos um país pobre, haveria falta de recursos de qualquer maneira. Há muito o que se fazer na cidade, vai saber quanto tempo levaria até refazerem o asfalto por aqui?''
O empresário José Roberto Esteves foi um dos que participaram do rateio dos custos da obra. ''O asfalto era uma questão de necessidade, havia muita poeira por aqui, danificava os veículos.''
Apucarana
Em Apucarana (Norte) os comerciantes estão colaborando com a ampliação do mini-presídio. O presidente da Associação Comercial e Industrial de Apucarana (Acia), Jaime Leonel, conta que não é a primeira vez que colaboram com a Justiça. ''Auxiliamos uma vez na implantação do cartório para o 10º Batalhão e na sede do comando do Batalhão Municipal com a reforma do prédio e o mobiliário. Dessa vez um juiz nos fez essa solicitação e não pudemos deixar de contribuir'', explica.
Leonel explica que alguns associados foram contra o apoio, mas a decisão é da maioria. ''Se formos ver bem, já pagamos a escola, planos de saúde, monitoramento. Precisamos mudar a política, mas enquanto isso não acontece, temos que colaborar. Isso (a falta de segurança) não afeta apenas os associados, mas também toda a população'', justifica.
O delegado chefe da 17 Subdivisão Policial, Valdir Abraão da Silva, explica que está sendo feita uma adequação e finalização da obra. ''O local já tem paredes e piso, originalmente seria uma oficina para os presos trabalharem, mas acabou sendo paralisada. Agora serão feitas quatro celas, que irão abrigar as mulheres e três para os adolescentes.


