Parceria vai garantir curso para pilotos
Telma Elorza
De Londrina
A partir do próximo ano, Londrina passa a ser uma das cinco cidades brasileiras a oferecer o curso de ciências aeronáuticas, que eleva a profissão de piloto comercial do nível técnico para o superior. Em uma parceria entre a Universidade Norte do Paraná (Unopar) e o Aeroclube de Londrina, o novo curso foi lançado oficialmente ontem, durante café da manhã no Hotel do Lago. Com 50 vagas e três anos de duração, o curso estará sendo oferecido no vestibular de janeiro da universidade.
Segundo o coordenador do curso, o professor e piloto privado Ivan Piza, o formando em Ciências Aeronáuticas receberá o título de bacharel com habilitação em Piloto Comercial e teórico de Piloto de Linha Aérea (PLA). De acordo com ele, o curso foi criado a partir de uma demanda mundial. A profissão de piloto sempre esteve à margem do ensino superior. Porém, de uns 10 anos para cá, o mercado começou a exigir, além dos conhecimentos técnicos, também uma formação humanística. Hoje, as linhas aéreas já estão dando preferência para os pilotos com esta formação, explicou.
O curso será oferecido no período matutino. Serão, ao todo, 2.160 horas/aula onde o aluno receberá conceitos, princípios e valores nas áreas de Filosofia, Ciências Sociais, Matemática e Física, Medicina Aeroespacial e Inglês tudo voltado para aviação civil entre outras. A parte prática continua a mesma e será de responsabilidade do aluno. Ele poderá ter aulas práticas no Aeroclube, no período da tarde ou finais de semana, a sua escolha. Até o terceiro ano, porém, terá que ter 150 horas/vôo, afirmou.
Para cursar Ciências Aeronáuticas, após aprovado no vestibular, o candidato vai ter que cumprir duas exigências. A primeira é que apresente, no ato da matrícula, o Certificado de Capacidade Física 1ª Classe (CCF), expedido em hospitais da Aeronáutica. Infelizmente, ainda é inviável exigir este certificado antes do vestibular. A rigor, o CCF não é eliminatório para o curso, mas fica meio sem sentido frequentá-lo se, depois, o aluno não possa pilotar aviões por algum problema físico, como a miopia, por exemplo, explicou. A segunda exigência é que tenha ou que obtenha até o final do primeiro ano do curso licença de piloto privado, com 35 horas/vôo.
Para o presidente do Aeroclube de Londrina, Norival Rico Filho, a implantação do curso de Ciências Aeronáuticas representa o fortalecimento de Londrina como pólo formador de pilotos profissionais. O Aeroclube de Londrina tem bastante reputação na aviação nacional e a criação de um curso superior na área, com a sua participação, só vem reforçá-la, afirmou. Segundo Rico, a implantação do curso vem de encontro às necessidades da profissão. Hoje os avanços tecnológicos na área exigem profissionais capacitados, apontou.





