Parceria tenta prevenir ressacas
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terça-feira, 15 de maio de 2001
Maigue GuethsDe Curitiba 
Técnicos ambientais, especialistas e órgãos públicos vão trabalhar juntos na tentativa de prevenir novas ressacas no Litoral paranaense. Representantes das prefeituras de Matinhos, Guaratuba, Morretes e Paranaguá, da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) e curso de Engenharia Ambiental da Universidade Federal do Paraná (UFPR) reuniram-se ontem para definir medidas de alerta e monitoramento de fenômenos que possam resultar em desastres no Litoral, como a ressaca registrada no último dia 6.
Uma solução encontrada foi garantir uma parceria, com contatos constantes para troca de informações entre o Simepar, responsável pelas previsões climátivas; UFPR, com engenheiros especializados em engenharia costeira; Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, com sua experiência oceanográfica, além da Defesa Civil, que atuaria coordenando os trabalhos municipais e Corpo de Bombeiros.
Juntando estas competências, nós poderemos prever e dar um alerta com segurança sobre a ocorrência de uma ressaca, dois a três dias antes. É tempo suficiente para tomar medidas que minimizem os efeitos, como retirar as famílais do local, diz o diretor geral do Simepar Eduardo Alvin.
Obras - A técnica de engordamento da praia (retirada de areia de dentro do oceano para colocá-la na faixa litorânea) como alternativa para resolver a situação em Matinhos e região foi mais uma vez defendida pelo professor Eduardo Gobbi, do curso de Engenharia Ambiental da UFPR. Apresentando fotografias de praias de diversos países com exemplos de tecnologias para contenção de águas, ele salientou que o engordamento exigirá constante monitoramento da costa para medir os sedimentos da praia. Outra necessidade, segundo ele, é a criação de um modelo de projeção de ondas no Paraná, chamado de ondógrafo, para realizar medições contínuas do mar.


