Curitiba - Representantes do projeto norte-americano Hope estiveram ontem no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, para discutir uma possível parceria. O trabalho conjunto entre as duas entidades pode propiciar a aquisição de equipamentos para o hospital e também a melhoria dos indicadores de saúde materno-infantis em regiões carentes do Paraná, especialmente no Centro do Estado e nos municípios do Alto Vale do Ribeira, e do Paraguai, na região de fronteira com o Brasil.
A assinatura da parceria depende ainda da elaboração de um projeto, que deve ser concluído dentro de seis meses.
Segundo José Álvaro Carneiro, membro da associação mantenedora do Hospital Pequeno Príncipe, as negociações com o Hope tiveram início nos primeiros meses de 2005. ''O Hope é conhecido por centrar foco na educação em saúde e na ajuda humanitária. Vamos discutir para ver como podemos construir um projeto comum'', disse Carneiro. ''Estamos na fase do namoro. Queremos depois o noivado, até chegar ao casamento'', brincou.
No final de semana, os representantes do Hope estiveram em Foz do Iguaçu. Lá eles participaram de debates para definir como funcionaria a parceria na região da fronteira.
''Estou otimista de que nos próximos meses assinaremos uma prescrição para o futuro. Nós a escreveremos juntos, e naturalmente ela terá que ser refeita várias vezes'', comentou John Howe, presidente do Hope.
Segundo números do Hospital Pequeno Príncipe, nos municípios paraguaios próximos à fronteira com o Brasil o índice de mortalidade infantil é de 96 falecimentos para cada mil nascimentos, e nas regiões mais pobres do Paraná, o índice é de 65 mortes para cada mil nascimentos.
O projeto Hope é uma organização de saúde sem fins lucrativos que foi fundada em 1958. A instituição, que atua hoje em 32 países, já ajudou na construção de hospitais pediátricos na Polônia, na China e no Iraque, e tornou-se conhecida pelo seu navio hospital. O veículo ficava um ano em cada país e profissionais prestavam atendimento às comunidades locais. O Brasil foi o único país que recebeu o navio duas vezes. Ele já esteve nas cidades de Natal e Maceió.

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