Cerca de dois anos depois que a Promotoria de Defesa do Meio Ambiente acionou a Prefeitura de Apucarana, exigindo providências para acabar com o lixão da cidade, uma parceria entre Estado e Município vai viabilizar a implantação de um aterro sanitário. Uma área de 8,5 alqueires, próxima ao contorno sul, foi colocada à disposição pela prefeitura. O Estado, através da Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), executará o projeto, orçado em R$ 350 mil.
O anúncio foi feito anteontem, após reunião entre representantes da Comissão Suprapartidária e Multissetorial para o Desenvolvimento de Apucarana, prefeitura, Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Suderhsa e Promotoria do Meio Ambiente. A liberação da obra, que estava emperrada por divergências políticas, está sendo viabilizada por interferência da comissão, integrada por vereadores, empresários, médicos, advogados, sindicalistas e representantes de associações de bairros.
A previsão dos técnicos da Suderhsa e do IAP é de que o aterro sanitário esteja pronto e em operação em 100 dias. A notícia dada pelo Assessor especial da Secretaria do Meio Ambiente, Eduardo Pain, surpreendeu membros da comissão e o secretário municipal do meio ambiente, Wágner Moreira de Oliveira.
Segundo o vice-presidente da comissão suprapartidária, o médico Daniel Blanski, havia sido solicitada uma audiência com o governador Jaime Lerner para discutir o problema. ‘‘Nosso objetivo era reforçar a reivindicação de Apucarana mas, felizmente, já há um encaminhamento para execução da obra’’, avaliou.
Ontem, o prefeito Carlos Scarpelini manifestou-se satisfeito com o anúncio da construção do aterro. Segundo Enzo Bonetto, diretor de saneamento ambiental da Suderhsa, o convênio entre Estado e Município deve ser firmado na próxima semana.

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