Curitiba - Já imaginou aprender um idioma chamado yoruba, falado no Sul do Saara, na África? Quer ter lições de russo ou guarani, ou então precisa de um intérprete da língua chinesa? Através de uma parceria entre professores de diferente idiomas, tudo isso é possível. Aproximadamente 250 profissionais integram a Cooperativa de Educação de Instrutores de Língua (Ceilin), de Curitiba, que oferece mais de 20 opções.
Além de aulas regulares dos idiomas mais procurados, como inglês, francês e espanhol, também existem diversos professores que lecionam em turmas particulares ou participam de traduções simultâneas. Isso possibilitou a criação de grupos específicas que aprendem línguas nem sempre ofertadas nas demais escolas do gênero, com sânscrito, por exemplo.
Para ingressar na cooperativa o professor paga uma taxa de R$ 200 e mais 5% do que recebe com as aulas. O valor serve para pagar os custos administrativos, como salário de secretária e aluguel do espaço. Como as outras cooperativas educacionais, as turmas são menores e o valor da mensalidade é mais baixo.
''A vantagem para o professor é que o trabalho aqui pode ser direcionado, com horários flexíveis. Assim ele pode conciliar com outras atividades. O aluno também é beneficiado, pois dificilmente ele encontra um número de professores tão grande, especializados nos mais diversos idiomas'', conta o presidente do Ceilin, Roberto Oliveira Souza Júnior. (D.C.)

mockup