Algumas prefeituras do litoral do Paraná estão investindo em parcerias com a iniciativa privada e na terceirização para conseguir algumas melhorias, principalmente nas áreas que compreendem a orla marítima. É o caso, por exemplo, de Pontal do Paraná, que vai ceder espaço para uma emissora de rádio de Curitiba fazer promoções durante a temporada, em troca da instalação de sanitários comunitários nas principais praias.
No município de Guaratuba, segundo o secretário municipal de Turismo, Antonio Costa, praticamente todos os recursos investidos em infra-estrutura nesta temporada vêm da iniciativa privada. Muitos serviços, como as atividades esportivas, foram terceirizados. De acordo com Costa, empresas especializadas estão vendendo patrocínios e garantindo a realização de várias promoções.
Os municípios recorrem a essas alternativas porque dizem estar sem recursos para investir em infra-estrutura para o recebimento de turistas neste verão. Prefeituras estão na dependência de programas desenvolvidos pelo governo do Estado, como o Eco Verão, que começa no dia 15. O governo já anunciou que deve reduzir o volume de recursos a investir no litoral nesta temporada.
Hélio Gaissler de Queiroz, prefeito de Pontal do Paraná, disse que o município está sem condições de investir em infra-estrutura, devido ao alto índice de inadimplência do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), que este ano chega a 70%. ‘‘Como o IPTU é a principal fonte de arrecadação dos municípios do litoral, sem recolher o imposto ficamos impossibilitados de investir em infra-estrutura para receber melhor o turista’’ , disse Queiroz.
Em Matinhos a situação não é muito diferente. O município está tentando conscientizar os contribuintes para a importância do pagamento do IPTU, mostrando que do pagamento do imposto depende o sucesso do verão em Matinhos. O departamento jurídico da prefeitura tentou conseguir alguns recursos, leiloando imóveis que estão incluídos na dívida ativa. Os leilões começaram em setembro, mas o preço mínimo de terrenos e apartamentos não está atraindo os investidores. No último leilão, realizado na quinta-feira, a prefeitura ofertou 23 imóveis, mas não vendeu nenhum.
Apesar dos diversos telefonemas da reportagem da Folha, os coordenadores do Eco Verão não foram encontrados para fornecer informações sobre o início das atividades, os recursos investidos e como serão aplicados.Arquivo FolhaPrefeituras do litoral, já esperando pouca ajuda do governo para infraestrutura, optam pela iniciativa privada para oferecer lazer aos veranistasGiovani Ferreira

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