Parceria garante informática a carentes
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quarta-feira, 23 de agosto de 2000
Betânia Rodrigues De Londrina 
Mais uma vez a parceria entre a iniciativa privada e o poder público mostra que é possível melhorar as perspectivas de futuro dos brasileiros. Em Cambé, uma escola de informática oferece 5% de suas vagas a alunos carentes da rede estadual que apresentam problemas de comportamento e baixo rendimento escolar.
O projeto nasceu junto com a SM Informática há quatro anos. Desde então, ela já formou cerca de 20 alunos, muitos deles ainda atuando na área. Carlos Sales, um dos sócios-proprietários, disse que a bolsa-estudo é uma forma de contribuir com a sociedade incentivando talentos em potencial. Quando estudava também fui beneficiado com este crédito. É uma corrente social multiplicadora de valores da qual qualquer pessoa pode fazer parte, basta querer.
O curso oferecido é o básico de introdução à informática, Windows, Word e Excel com duração de oito meses. Atualmente, cinco bolsistas do Colégio Estadual Érico Veríssimo estão nesse estágio, mas a intenção de Sales e seus sócios é aumentar esse número para 20 nos próximos seis meses, conforme a expansão da escola.
Para garantir o benefício, o aluno não pode faltar às aulas e deve apresentar um bom rendimento. Essa responsabilidade, segundo Sales, se reflete diretamente no comportamento e aproveitamento do ensino regular. Aqui, todos eles são iguais. Em alguns casos, os bolsistas demonstram até mais empenho do que os outros alunos.
Patrik Tiago Schultz, de 17 anos, cursa a oitava série do ensino fundamental e ingressou no projeto há quatro meses. Desde então, tem conquistado melhores notas que, de acordo com ele, podem ser maiores ainda. Eu voltei para a escola no ano passado, após três anos de abandono. Saí porque não gostava de estudar e sempre fui muito bagunceiro. Hoje sei que para trabalhar com informática terei mais chances se concluir o ensino médio. Por isso, estou me esforçando, admitiu o aluno.
Marcos Henrique de Barros foi um dos bolsistas da SM e hoje é um dos seus monitores. Ele fez o curso básico em seis meses e em seguida aprendeu a lidar com os programas Power Point e Corel Draw. No momento, estuda o Page Maker e sonha, no futuro, ter sua própria escola. A bolsa-estudo facilitou meus planos e deu nova motivação.


