Uma parceria entre a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a multinacional Microsoft vai possibilitar a utilização de softwares sem nenhum custo para a instituição. O convênio assinado ontem pela manhã, durante a abertura do Seminário Parceria UEL-Microsoft-Tendências Tecnológicas, reuniu cerca de 300 alunos da área de informática no anfiteatro do Cesa. Durante todo o dia, estudantes e professores participaram de cursos e palestras que abordaram temas como tendências tecnológicas e programas acadêmicos. O objetivo é estender o benefício para toda a comunidade.
O convênio tem duração de três anos, com investimento inicial de R$ 200 mil mas a estimativa total é de R$ 500 mil. Conjuntos de programas como sistema operacional, linguagem de programação, ferramentas para desenvolvimento de softwares, servidores, base de dados e desenvolvimento de webs de última geração serão oferecidos num pacote que inclui todo o material didático, além de cursos presenciais e workshops, ministrados por profissionais qualificados pela Microsoft.
Segundo o diretor do setor Público e Educação da Microsoft, Paulo Cunha, a intenção é fomentar a capacitação da Assessoria Tecnológica de Informação (ATI). ''A UEL tem um potencial muito grande e uma demanda forte de capacitação. Queremos ajudar na formação de uma mão-de-obra e garantir a inclusão digital''. Serão implantados o programa ''IT Academy'', que prevê o uso de softwares disponibilizados pela empresa nos laboratórios de ensino e pesquisa, com softwares utilizados apenas para atividades acadêmicas, e o ''Aluno Monitor'', com a finalidade de reduzir o analfabetismo digital, promovendo a inclusão social.
Para Paulo Cunha, o convênio vai fomentar as parcerias locais, além de atender ao serviço de responsabilidade social desenvolvido pela empresa, que já mantém convênios similares com outras 20 universidades em todo o País. ''Aqui na UEL o programa é mais agressivo. Poderemos aplicar o foco da empresa, que é a educação transformadora, a empregabilidade para o jovem e a construção de uma indústria cidadã''.
Além da comunidade universitária que totaliza 23 mil pessoas, com 16 mil alunos graduandos e pós-graduandos, o convênio vai beneficiar também a comunidade externa. Segundo o reitor Wilmar Marçal, a intenção é disponibilizar os serviços para a comunidade de modo geral. ''Queremos uma universidade aberta, que vai atender as necessidades de todos os que nunca puderam mexer com computadores''. Hoje, em todo o mundo, 20% da população não têm acesso à informática.
A UEL está montando 400 microcomputadores com peças doadas pela Receita Federal. ''Vamos terminar de montar essas peças, o que significará para nós um custo irrisório diante do investimento feito pela Microsoft.'' A instituição tem cinco mil computadores, dois mil deles no Departamento de Informática. A expectativa é que até 2010 todos os computadores estejam substituídos. No ano passado, 1.500 aparelhos foram trocados.
Para o reitor, os grandes beneficiados serão os alunos.''Teremos tecnologia de ponta, aplicada por uma empresa respeitada. Além de equipar a universidade com toda essa tecnologia, abriremos campos de estágio e garantiremos a inclusão da comunidade externa''.

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