Pessoas de famílias carentes, sem estudo e nenhuma formação, ganham uma oportunidade de trabalho a partir de um projeto social desenvolvido em parceria entre a prefeitura municipal e alguma empresas de Ponta Grossa. Começou a funcionar ontem o programa ‘‘Mãos unidas em parceria’’, através do qual empresários da cidade contratam mão-deobra entre as famílias carentes do município.
Atualmente integram o projeto a fábrica de canetas Italbrás e a de grampos de roupa Prendedores Jacaré. Em uma primeira etapa as duas empresas estão empregando 27 pessoas, que trabalham no processo de montagem dos grampos e das canetas. Cada trabalhador deve receber em média, dependendo do volume de produção, entre R$ 70,00 e R$ 180,00.
As pessoas que participam do projeto são moradores dos condomínios residenciais de Ponta Grossa, programa de habitação popular desenvolvido pelo município, que viabilizou moradia à famílias que moram em áreas irregulares às margens das rodovias. João Carlos Barbiero, secretário municipal de Assistência Social, explica que o ‘‘Mãos unidas em parceria’’ tem como objetivo principal o resgate social.
O trabalho de montagem dos grampos e canetas é feito dentro do próprio condomínio social. O trabalhador praticamente não precisa sair de casa para ir ao trabalho. A linha de montagem está funcionando em uma barracão construído pela prefeitura na área do condomínio.
Segundo Pedro Avelino Lang, gerente de produção da Italbrás, os trabalhadores do condomínio social estarão responsáveis pela montagem de 72 mil canetas/dia. Os empresários dos Prendedores Jacarés foram ainda mais ousados. Antônio Pedro de Oliveira Souza, um dos proprietários da fábrica, afirmou que pretende passar para às famílias carentes a montagem de toda a sua linha de produção, que chega a 4 mil caixas de grampos por mês. Cada caixa, possui 50 dúzias de grampos.Dirceu PortugalAo todo, 27 pessoas estão fazendo a montagem de canetas e gramposGiovani Ferreira

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