Parceria garante cura para micose
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quinta-feira, 17 de julho de 2003
Lucinéia Parra<br>Equipe da Folha 
Maringá Tratar uma micose, seja ela na unha ou na pele, não é nada fácil porque, além de resistente, a variedade de fungos causadores da doença é grande, exigindo medicamentos diferentes ou cuidados específicos. Não são raros os casos que os pacientes levam anos para curar a doença e há também aqueles que até desistem do tratamento diante da resistência do fungo. Em Maringá, a médica Milumar Garret Dias, que integra o Programa Saúde da Família (PSF), resolveu ajudar a população a resolver este problema, oferecendo um atendimento diferenciado aos pacientes, cujo o primeiro passo é identificar, através de exames, o tipo de fungo causador da micose.
Ela conta que passou a se interessar pelo problema a partir do relatório das agentes de saúde do PSF que apontavam para um grande número de pessoas acometidas por micoses. No posto de saúde onde presta atendimento, Milumar também percebeu que a doença é muito comum e uma das que mais incomoda principalmente as donas-de-casa. Em contato com a farmacêutica e doutora em micologia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Terezinha Svidzinski, a médica conseguiu parceria da universidade para a realização de exames antes do tratamento.
Servidores do departamento de Farmácia da UEM comparecem na unidade do PSF do Posto Grevílea todas às terças-feira para fazer a coleta do material ''É feito uma raspagem no local da micose e o material é analisado em laboratório'', explica a médica. Somente depois, com os resultados dos exames em mãos, é repassado aos pacientes a receita adequada.
Conforme Milumar, a parceria com a UEM foi realizada ano passado quando foram atendidos os pacientes do posto de saúde da Vila Esperança. Atualmente, a médica está prestando atendimento no posto de saúde do Conjunto Grevíleas, onde já percebeu a demanda para este tipo de tratamento. Segundo a médica, a micose de unha é muito comum e as vítimas são geralmente mulheres, por terem mais contato com água e produtos químicos. Ela explica que, apesar do exame, em muitos casos, a doença é curada com uma solução anti-micótica que é distribuída na rede pública municipal de saúde. Ela adverte, entretanto, que os pacientes têm que ter determinação e paciência, já que no caso da micose de unha do pé, por exemplo, o tratamento pode levar um ano e com aplicações diárias do remédio. ''Só não conseguem a cura da doença os pacientes que não fazem o tratamento corretamente'', afirmou.
De acordo com a literatura médica, cerca de 8% da população sofre algum tipo de micose. Ano passado, das 177 pessoas que realizaram o exame no Posto de Saúde da Vila Esperança, 124 estavam com micose. Todas fizeram o tratamento e foram curadas. Só nos casos mais complexo, segundo Milumar, são indicados outros medicamentos para o tratamento da doença.


