Curitiba - Um novo tipo de pavimentação começa a ser pesquisado, a partir da próxima segunda-feira, para os 110 mil quilômetros de estradas vicinais do Paraná. A proposta é obter um pavimento que custe a metade do preço do asfalto tradicional, a partir da utilização do resíduo de xisto e de outros materiais abundantes em cada região do Estado. Técnicos do Paranacidade, órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Urbano, e da Petrobras farão os estudos, a partir de uma parceria firmada esta semana. O governo está pleiteando financiamento para a pesquisa junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), mas os custos ainda serão levantados pelos técnicos.
O secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano, Roberto Del Santoro, explica que as estradas vicinais são usadas para todo escoamento da safra agrícola, com média de tráfego entre 100 a 200 veículos por dia. São estradas municipais, de terra, e que têm que ser recuperadas uma ou duas vezes por ano por causa do desgaste do tráfego pesado. ''Seria impossível pavimentar todas essas estradas com o asfalto tradicional, porque é muito caro. Nossa intenção é chegar a um custo de R$ 60 por quilômetro executado'', diz.
Na próxima segunda-feira, os técnicos têm a primeira reunião para definir o cronograma de trabalho, apresentar o que já existe de pesquisas sobre novos tipos de pavimentos na Usina de Xisto de São Mateus do Sul, e fazer a primeira estimativa de custos. O secretário estima que em no máximo um ano e meio as pesquisas estejam concluídas e os municípios possam começar a financiar o as obras, através do Sistema de Financiamento de Ações Municipais da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, que envolve o Fundo de Desenvolvimento Urbano (FDU), Agência de Fomento do Paraná e o Paranacidade, órgão de apoio técnico, e as associações municipais.
Segundo Santoro, a idéia é desenvolver um tipo de pavimento à base de óleo do xisto, mais viscoso e mais barato. Numa circunferência de 150 quilômetros em torno da Usina de São Mateus do Sul, também seria utilizado o rejeito das pedras de xisto como base na pavimentação. ''Existem sete áreas no Estado com características diferentes de rochas que poderiam ser utilizadas. É isso o que a Petrobras vai estudar'', conta.
O gerente de comercialização da Petrobras de São Mateus do Sul, Waldemar Torii, diz que ®MDNM¯o mais interessante será o desenvolvimento de projetos adequados para cada região, conforme as ocorrências de jazidas. Segundo ele, a iniciativa é inédita e deverá baratear muito a pavimentação.

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