Representantes de entidades ouvidas pela Folha dizem que concordam em firmar um convênio de parceria com a Prefeitura de Londrina, desde que ele tenha as normas de um contrato de gestão. A coordenadora do Fórum das Entidades Assistenciais de Londrina da Criança e Adolescente e presidente da Creche Menino Jesus, Itamar Kedma Helene Alves, disse que o contrato de gestão ‘‘representou um avanço de 100%’’.
Ela citou a pontualidade no repasse, com a previsão até de multa para casos de atraso no pagamento, e a autonomia no gasto do dinheiro. ‘‘Antigamente, se sobrava algum dinheiro, a gente tinha que devolver. Hoje podemos deixar em um banco para um reparo, uma reforma’’, comentou.
Itamar não tem saudade também do tempo em que as entidades que tinham maior influência política conseguiam mais recursos do que outras. ‘‘Atualmente recebemos por atendimento. Todos recebem igual’’, elogiou. A Creche Menino Jesus atende 83 crianças.
Para o padre Viocionei Baggio, vice-presidente do Conselho Municipal de Assistência Social e diretor do Departamento de Ensino da Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel), voltar ao sistema antigo seria um ‘‘retrocesso’’. Principalmente porque, segundo ele, a adoção do contrato de gestão pela prefeitura de Londrina gerou grande repercussão em outros municípios. ‘‘Todo o conselho está mobilizado na busca de uma solução criteriosa’’, adiantou.
A Espesmel atende 1.040 crianças e adolescentes através de cursos profissionalizantes e projetos educacionais e culturais. (A.D.C)

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