Parceria dá bônus a escolas de Cambé
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sexta-feira, 15 de junho de 2001
Célia Guerra De Londrina 
Uma empresa de revenda de gás de cozinha, em Cambé (13 quilômetros a oeste de Londrina) está fazendo uma parceria inédita com escolas públicas da cidade. A cada botijão de gás comprado pelas famílias de alunos, a empresa repassa R$ 1,00 à escola. A idéia, segundo o gerente de vendas da Mega Gás, Carlos Bortotto, surgiu após conhecer as dificuldades enfrentadas pela escola onde o filho dele estuda, que precisa de uma quadra de esportes. Podemos contribuir com as escolas e aumentar, é claro, as vendas da empresa, resumiu.
A campanha é simples. No momento da compra, a família recebe um cupom o bônus escolar que é depositado em uma urna na escola. Para o repasse do dinheiro, a empresa e a escola realizam mensalmente a contagem dos bônus deixados pelos alunos e ainda os canhotos do carnê que fica na empresa.
O benefício não é apenas dos estabelecimentos de ensino. Todo mês a empresa sorteia pequenos brindes entre os alunos para incentivá-los a participar da promoção. Só são válidas as compras feitas no depósito de gás, que atende 24 horas, com entregas em toda a cidade.
O Colégio Estadual Maestro Andréa Nuzzi, que atende 2.100 alunos, foi uma das primeiras escolas a aderir à parceria. O diretor Elias Spinassi confirma a importância desse tipo de convênio. Segundo Spinassi, a verba mensal do colégio repassada pelo Estado é de R$ 1,5 mil. Esse valor não dá para cobrir as despesas essenciais do estabelecimento de ensino, orçadas em R$ 2,6 mil. Spinassi também aluga o muro para propagandas de empresas. Ele está sempre em busca de novas parcerias. É preciso muito mais que jogo de cintura, para se manter uma escola de qualidade, avalia.
Para a diretora da Escola Estadual Doutor Leopoldino Loureiro Ferreira (outra das 12 escolas conveniadas), Yone Ribeiro, as parcerias são importantes por garantir a complementação das verbas de manutenção, já que os gastos são maiores que o dinheiro enviado pelo governo. Além da empresa de gás a escola aluga espaços publicitários nos muros. O dinheiro é usado para compra de materiais para pequenos reparos e limpeza, e o cafezinho dos funcionários.
A vendedora Ana Nazi Pagotti, mãe de dois estudantes de uma das escolas conveniadas, aderiu à campanha e pretende continuar colaborando desde que o benefício não seja embutido no preço do gás. A dona de casa Cristina Breganó Bertoco, compartilha da idéia. Também temos o compromisso de ajudar, pois o governo faz muito pouco, opinou.


