Parceria com países dá bom resultado
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 04 de setembro de 1997
Da Redação 
Edson Mazzeto
Marcos Negrini
IDIOMA GRÁTISEscolas de Cascavel e de Maringá onde estudam turmas do Celem: 61 municípios participam do programa
Um dos princípios do Celem é aproximar os alunos da cultura e dos costumes dos povos cujas línguas estão aprendendo. Entretanto, como o Celem não dispõe de verbas próprias para promover cursos de atualização para professores e adquirir materiais paradidáticos, o Centro consegue através das embaixadas, consulados e instituições estrangeiras os textos e materiais, bolsas de estudo no exterior o apoio financeiro para os cursos.
Exemplo dessa parceria são os trabalhos realizados pela Fundação Japão e pelo governo alemão. Duas vezes por ano a Fundação promove cursos de atualização para professores de japonês, onde são discutidos uso de material didático, preparo de aulas, formas de avaliação e metodologias de um modo geral. Depois dos cursos, os orientadores da Fundação Japão visitam os vários centros do Celem, para avaliar o desempenho dos alunos. O governo alemão usa outro método de parceria: mantém um adido linguístico que visita regularmente os centros orientando os professores e promovendo cursos de atualização duas vezes por ano, arcando com todas as despesas.
Se a Secretaria de Educação consegue encontrar apoio e respaldo às suas realizações em governos estrangeiros, passa o constrangimento de ser obrigada a suspender programas educacionais por ter recursos bloqueados no Senado brasileiro, como foi o caso do Programa de Expansão, Melhoria e Inovação no Ensino Médio (Proem). Empréstimos já aprovados pelo Banco Mundial e pelo Bird para o Paraná, no valor de US$ 100 milhões para o Proem e US$ 96 milhões para o PQE-Projeto de Qualidade do Ensino, estão sendo negados por iniciativa dos senadores Roberto Requião e Osmar Dias. Nos dois casos, o governo estadual tem a contrapartida aos investimentos.
Através do Proem o Estado garantiria a educação profissional - particularmente, os cursos técnicos dos 14 colégios agrícolas do Paraná -, depois da conclusão do segundo grau, como exige a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), aprovada em dezembro de 1996. Outro programa de grande importância que também ficou para trás foi o projeto de Qualidade do Ensino desenvolvido para o 1º Grau, e que receberia US$ 96 milhões do Bird e US$ 102,4 milhões do governo estadual.
Teleconferências - Outros programas da Secretaria da Educação estão em andamento. Quarta e quinta-feira da semana passada, a Secretaria e a TV Educativa realizaram uma série de três teleconferências sobre avaliação do sistema educacional para todas as escolas estaduais. Elas serviram de preparação para a terceira etapa da avaliação do sistema educacional, que será realizada até o final do ano letivo. Serão avaliadas mais uma vez as quartas e oitavas séries do ensino fundamental e, pela primeira vez, as terceiras séries do ensino médio público estadual.
As teleconferências foram abertas pelo Secretário de Educação, Ramiro Wahrhaftig. As professoras Zélia Marochi, chefe do Departamento de Ensino do 1º Grau, Roberta Braga Nelo, coordenadora do Programa de Qualidade no Ensino Público, Heloísa Luck, consultora pedagógica, e a equipe do Grupo Central de Avaliação da Secretaria de Educação discutiram com o público o sentido da avaliação e sua relação com outros programas. E também como estavam sendo trabalhados e utilizados os resultados da avaliação de 1996.
No ano passado foram avaliados os 248.749 alunos matriculados em 2.038 escolas (2.011 estaduais, 6 municipais e 21 particulares). Do total de alunos, 161.264 eram da oitava série do primeiro grau e 87.506 da segunda série do segundo grau. Os resultados desta avaliação, divulgados em maio deste ano, revelaram que as crianças e adolescentes pesquisados dominavam, em média, menos da metade dos conteúdos ensinados. É a partir desta constatação que serão introduzidas mudanças na rede de ensino.


