Parceria com empresas rende R$ 16 mil
Da Sucursal
Gilson CamargoEm obrasEscavadeiras em operação na Colônia Penal de Piraquara: 18 mil metros quadrados de areia serão retirados para a conclusão da barragem do IraíA exploração de uma área arenosa situada dentro da Colônia Penal Agrícola de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, está resultando em verbas aplicadas no sistema penitenciário do Paraná. Duas empresas privadas do setor da construção civil estão retirando areia de um terreno de 18 mil metros quadrados, que será inundado dentro de dois anos pela Sanepar, com a conclusão da barragem do Rio Iraí. A parceria já rendeu ao Fundo Penitenciário do Estado cerca de R$ 16 mil.
Desde que o termo de cooperação foi assinado, em março de 96, várias obras de melhoria interna já foram realizadas nas penitenciárias, segundo explicou o chefe do Fundo Penitenciário, José Luiz Ribas. Além da manutenção e conservação das nove unidades do Estado, estamos investindo nos canteiros internos de trabalho.
Ele citou como exemplo a criação de um laboratório de próteses odontológicas, que funciona na Penitenciária Central do Estado, emprega 15 presos e atende a demanda de todo o sistema carcerário do Paraná, que conta com 4.300 presos. Ribas informou que 72% do total de internos trabalha atualmente em atividades internas, como agricultura, marcenaria, cozinha, laboratórios e oficinas.
A área explorada pelas empresas privadas pertence ao Estado e está situada dentro da Colônia Penal Agrícola de Piraquara, onde 750 presos cumprem suas penas em regime semi-aberto.
As construtoras pagam cerca de R$ 1,00 por metro quadrado explorado, explicou Ribas. 65% do valor é repassado ao Fundo Penitenciário e o restante fica para a Mineropar, empresa de economia mista, ligada à Secretaria estadual de Indústria e Comércio e responsável pela análise e pesquisa do solo na região.
O diretor técnico da Mineropar, Marcos Vítor Fabro Dias, esclareceu que as empresas foram escolhidas por processo licitatório e que possuem contratos que regularizam a exploração da área até que o terreno seja alagado. Ele também informou que antes do início da retirada da areia, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e a Sanepar elaboraram um Plano de Controle Ambiental da área.
Faz parte do planejamento do IAP concentrar as atividades de exploração do terreno arenoso em determinadas áreas daquela região, para evitar a atividade desordenada, informou o diretor. O monitoramento das atividades desenvolvidas pelas empresas está sob responsabilidade da Mineropar e do IAP.





